DEM quer Mandetta como consultor informal de projeto sobre SUS na Câmara

Movimento é semelhante ao que ex-ministro da Saúde fará nas eleições municipais adiadas para novembro.

Bárbara Baião Da CNN, em Brasília
24 de julho de 2020 às 15:39
O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta
Foto: Adriano Machado/Reuters (7.abr.2020)

O líder do DEM na Câmara, deputado Efraim Filho, vai sugerir que o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta possa ajudar na elaboração de um projeto de lei sobre a modernização do SUS. 

A ideia é que o político atue como um “consultor informal” pela experiência na área. O movimento é semelhante ao que Mandetta fará nas eleições municipais adiadas para novembro.

Com o aval da cúpula da sigla, o ex-ministro foi convocado para ajudar na elaboração de planos de governo na área da Saúde das 12 prefeituras de capitais que a sigla pretende disputar.

Embora o assunto ainda esteja na fase inicial, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), designou a deputada Margareth Coelho, do PP, para coordenar o debate com a sociedade civil. Segundo a parlamentar, a intenção é apresentar um texto que possa servir para fortalecer o sistema e ampliar a rede de atuação. O cronograma de trabalho já deve ser definido na próxima segunda-feira (27).

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Pauta ambiental

Além de avançar no tema da Saúde, o presidente da Câmara também quer priorizar uma agenda ambiental no segundo semestre deste ano. O assunto será discutido, na semana que vem, em uma reunião com o presidente da comissão de Meio Ambiente da Casa, Rodrigo Agostinho, do PSB de São Paulo.

Segundo o parlamentar, a intenção é debater a retomada de projetos já apresentados, como o que aumenta a punição para quem desmata e também o que prevê um marco legal para a energia solar, que pode ajudar a destravar investimentos no país. 

Na avaliação de líderes de partidos de centro ouvidos pela CNN, o interesse em avançar nos dois assuntos é também uma forma de Maia acenar às siglas de oposição, já pensando em influenciar a corrida pela presidência da Câmara, no ano que vem. 

A interlocutores, o presidente já descartou tentar alterar a Constituição para uma eventual reeleição ao cargo, e demonstrou interesse em apoiar um sucessor que tenha uma relação de independência ao governo.