Toffoli envia a Gilmar ação que suspendeu buscas em gabinete de Serra

Agora, na prática, Gilmar vai decidir se mantém ou modifica a decisão provisória do presidente da Corte

Gabriela Coelho e Marcos Amorozo, da CNN, em Brasília
27 de julho de 2020 às 16:22 | Atualizado 27 de julho de 2020 às 16:28
O senador José Serra
Foto: Milton Michida - 18.fev.2010 / Governo do Estado de SP

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, enviou ao ministro Gilmar Mendes a ação em que decidiu pela suspensão da ordem de busca e apreensão no gabinete do senador José Serra (PSDB), determinada por juiz eleitoral de primeira instância. 

Agora, na prática, Gilmar vai decidir se mantém ou modifica a decisão provisória de Toffoli, que só decidiu porque, no recesso, o presidente do STF é o responsável pela análise dos pedidos urgentes. 

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“Aguarde-se, portanto, em Secretaria o recebimento das informações. Cumpridas as determinações contidas na decisão, encaminhem-se os autos ao gabinete do eminente Relator para que analise, oportunamente, o pedido de admissão como assistente, formulado pela defesa do Senador José Serra”, disse. 

No dia da operação, a polícia legislativa do Congresso barrou a entrada de policiais federais no gabinete. Serra é alvo de uma operação da PF contra caixa 2 em campanhas eleitorais.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), entrou com uma reclamação no Supremo Tribunal Federal contra a ação, determinada pela Justiça eleitoral de São Paulo. 

No dia 21 de junho, o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Federal deflagaram uma operação que investiga a existência de caixa 2 na campanha de José Serra (PSDB) ao Senado em 2014.

A Operação Paralelo 23 – terceira fase da Lava Jato junto à Justiça Eleitoral de SP - cumpriu 4 mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão - incluindo no gabinete e no apartamento funcional de Serra na capital federal – em São Paulo, Itatiba, Itu e Brasília. Também foi determinado o bloqueio judicial de contas bancárias dos investigados.