“Não trabalharia contra nenhum dos líderes para a minha sucessão”, diz Maia

A fala do parlamentar faz referência à retirada de seu partido, o Democratas, e o do MDB do bloco conhecido como Centrão

Larissa Rodrigues, da CNN, em Brasília
29 de julho de 2020 às 16:33 | Atualizado 29 de julho de 2020 às 17:01

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou, durante entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (29), que “não trabalharia contra nenhum dos líderes” que pretendem assumir a presidência da Casa em fevereiro do próximo ano.

A fala do parlamentar faz referência à retirada de seu partido, o Democratas, e o do MDB do bloco conhecido como Centrão e que teria como pano de fundo a disputa pela presidência da Câmara.

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“Você já viu corrida de maratona? Tem um que sai na frente, quem sai correndo rápido e no final nem termina corrida. A eleição é em fevereiro, no momento de pandemia, não é hora de tratar disso. Não trabalharia na minha sucessão contra nenhum dos líderes, não tem da minha parte nenhuma intenção de antecipar o processo eleitoral da Câmara, muito menos trabalhar contra algum deputado”, declarou Maia.

O deputado também voltou a afirmar que é necessário dar andamento à pauta ambiental na Casa. “O Brasil é muito dependente de capital externo e precisamos de investimentos para que o país possa superar essa crise e ter um ciclo de crescimento sustentável', disse.

"Estamos estudando o que dá para votar [sobre meio ambiente], reuni um grupo de deputados para isso, para a gente avaliar o que dá para votar. Esse equilíbrio entre o agronegócio e o meio ambiente é fundamental.”

Durante a entrevista, Maia também reafirmou que a sociedade e a Câmara não irão aprovar a criação de um novo imposto, mas disse que cabe ao presidente da República, Jair Bolsonaro, enviar ou não uma proposta sobre isso.

A expectativa é que o Palácio do Planalto envie um novo texto para ser analisado junto aos projetos do Congresso Nacional sobre reforma tributária já em agosto e que a matéria trate da criação de um imposto nos moldes da antiga Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).