Aliados consideram ‘improvável’ Maia abrir CPI da Lava Jato agora


Igor Gadelha
Por Igor Gadelha, CNN  
30 de julho de 2020 às 10:55 | Atualizado 30 de julho de 2020 às 11:30
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fala à imprensa

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fala à imprensa

Foto: CNN (22.jul.2020)

Deputados aliados de Rodrigo Maia (DEM-RJ) consideram “difícil” e “improvável” o presidente da Câmara abrir agora uma CPI para investigar a Lava Jato, como querem alguns parlamentares.

A avaliação de deputados próximos de Maia é de que ele não ganharia nada em criar uma “frente de embate” com o ex-juiz Sergio Moro, que foi titular da operação em Curitiba, e seus apoiadores.

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“Essa frente contra o Moro e os ‘moristas’ só interessa ao (presidente Jair) Bolsonaro e ao PT”, avaliou à CNN um aliado de Maia, ressaltando que os “principais opositores” do presidente da Câmara são os bolsonaristas. 

Esse parlamentar ressalta que nem Maia não precisaria abrir a CPI para ganhar apoio interno na casa, pois já tem esse apoio, sobretudo na oposição, uma das principais defensoras da comissão.

Segundo o âncora Caio Junqueira, a ideia da CPI voltou a ganhar força após o procurador-geral da República, Augusto Aras, criticar a Lava Jato, dizendo que a operação se fez com “caixas de segredos”. 

Na Câmara, já há um pedido protocolado pelo PT em 2019, cujas assinaturas já foram validadas pela Mesa Diretora. Falta apenas Maia decidir pela instalação ou não do colegiado. 

O atual presidente da Câmara avisou a parlamentares aliados que só abriria a CPI se houvesse uma ampla e representativa maioria na Casa a favor da instalação da comissão.

Maia está disposto, porém, a pautar em breve projeto prevendo uma quarentena para que juízes possam disputar eleições. O deputado já deixou claro, porém, que a proposta não deve retroagir e atingir Moro.