Ministro da Educação deve trocar secretários ligados à ala ideológica


Rachel Vargas e Igor Gadelha, da CNN, em Brasília
31 de julho de 2020 às 11:39 | Atualizado 31 de julho de 2020 às 12:22
O ministro da Educação, Milton Ribeiro

O ministro da Educação, Milton Ribeiro

Foto: Isac Nóbrega (16.jul.2020)

Há 16 dias à frente do ministério da Educação, Milton Ribeiro continua fazendo ajustes na pasta.

Depois de exonerar diversos nomes ligados a ala ideológica, como Sergio Santanna - que chegou a ser cotado pra assumir o cargo de ministro, e Victor Metta, assessor especial do ex-ministro Abraham Wentraub e ex-tesoureiro do PSL em São Paulo, agora será a vez dos secretários também mais alinhados a temas conservadores deixarem o ministério. 

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Segundo apurou a CNN, pelo menos mais dois nomes ligados a esse grupo devem ser exonerados do MEC nos próximos dias. A secretária de Educação Básica do MEC, Ilona Becskeházy, e o secretário Nacional de Alfabetização, Carlos Nadalim estão entre os cortes planejadas por Milton Ribeiro.

As exonerações já motivam reclamações de integrantes da ala ideológica e de parlamentares bolsonaristas nos bastidores. "Tenho impressão que o ministro da Educação vai ser um novo Nelson Teich e vai deixar o cargo rapidamente", reagiu à CNN um deputado bolsonarista.

A CNN também apurou que outros assessores que ocupavam cargos de confiança serão desligados da pasta. No caso dessas pessoas, o anúncio foi feito de forma virtual pelo secretário executivo, Victor Godoy, por videoconferência, e em grupo. O que constrangeu os participantes. A troca não seria por questões meritórias nem ideológica, mas porque Milton quer ter pessoas de confiança em sua gestão. 

Milton Ribeiro usou as redes sociais hoje para anunciar que convidou o atual secretário de Educação Superior do MEC o professor Wagner Vilas Boas de Souza para permanecer no cargo. Na quarta-feira, o então secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior, Ricardo Braga, foi exonerado.