Bolsonaro oficializa missão ao Líbano com Temer, Skaf, senadores e militares

Presidente da Fiesp, dois parlamentares, secretário de Assuntos Estratégicos e representantes do Exército e do Itamaraty viajarão a Beirute

Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo
10 de agosto de 2020 às 21:58 | Atualizado 10 de agosto de 2020 às 22:35

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) decretou a criação da comitiva oficial que vai representá-lo na missão humanitária ao Líbano, que viaja ao país na quarta-feira (12). Como já havia sido anunciado, o ex-presidente Michel Temer (MDB), filho de libaneses, está entre os relacionados.

O decreto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União nesta segunda-feira (10). Além de Temer, vão fazer parte da missão o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, os senadores Nelsinho Trad (PSD-MS) e Luiz Osvaldo Pastore (MDB-ES) e o secretário de Assunstos Estratégicos da Presidência, almirante Flávio Viana Rocha.

A lista ainda inclui Carlos Sydrião Ferreira, representando o Exército; o diplomata Kenneth da Nóbrega, secretário de negociações no Oriente Médio, Europa e África do Ministério das Relações Exteriores; e o publicitário Elsinho Mouco, próximo ao ex-presidente Michel Temer.

Michael Pereira Flores, Ronaldo da Silva Fernandes, Luciano Ferreira da Sousa, Sebastião Ruiz Silveira Júnior e Marcelo Ribeiro Haddad completam a relação.

Em entrevista exclusiva à CNN, Temer deu mais detalhes da missão humanitária. Segundo o ex-presidente, já estão previstos um avião com alimentos e remédios e um navio com 4 mil toneladas de arroz. Outros donativos estão sendo arrecadados e podem justificar o aluguel de uma segunda aeronava.

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Na última terça-feira (4), uma explosão no porto de Beirute, capital do Líbano, deixou ao menos 163 mortos, 5 mil feridos e 300 mil desabrigados. Uma carga de 2.750 toneladas de nitrato de amônio, material altamente explosivo, estava locada no porto.

A explosão agravou uma crise política e econômica vivida pelo Líbano. Com a crise e a explosão, o país viveu um final de semana de protestos, que acarretaram na renúncia do primeiro-ministro Hassan Diab. À CNN, o ex-presidente Michel Temer afirmou que a comitiva brasileira pretende ajudar também na pacificação do país.