Rui Costa diz que Bahia deve assinar nesta quinta protocolo para testar vacinas

Governador da Bahia contou sobre a negociação da testagem da vacina russa no nordeste e de mais outras duas imunizações

Da CNN, em São Paulo
13 de agosto de 2020 às 18:34

Em entrevista à CNN nesta quinta-feira (13), o governador da Bahia, Rui Costa (PT), falou sobre as negociações para a produção de vacina contra o novo coronavírus não só no estado, mas em todo o nordeste. 

Costa afirmou que o governo do estado reuniu-se com a embaixada da Rússia para formalizar a documentação de parceria de protocolo de intenções, para que todos os estados do nordeste possam testar a vacina e, quem sabe, se os resultadores forem positivos, fazer o registro.

Na semana passada, o governo do estado fez uma reunião com um conglomerado de duas empresas chinesas que estão produzindo dois tipos de vacina.

“Devemos assinar hoje um protocolo de intenção para fazer o teste dessas duas vacinas no nordeste”.

É possível que, de acordo com o petista, a fase de testes clínicos das duas vacinas seja iniciada ainda neste mês. 

Sobre a situação da pandemia da Covid-19 no estado, Costa disse que, desde o mês de julho, há uma queda na taxa de contaminação e no número absoluto de ativos – pessoas que estão em acompanhamento médico.

Ele também afirma que há uma queda na ocupação de leitos de UTI (unidade de terapia intensiva) na maior parte das regiões da Bahia. No caso da região metropolitana, disse, há uma queda “acelerada”.

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Rui Costa (PT), governador da Bahia durante entrevista para a CNN (13.ago.2020)
Foto: CNN Brasil

Em contrapartida, a taxa de ocupação de leitos de UTI está em alta na região sul, oeste e extremo sul.

Segundo o governador, o estado baiano não chegou a ter uma escassez absoluta, mas hoje faltam alguns medicamentos para a UTIs.

“Nós tivemos que, ao longo desses últimos dias, remanejar de unidade para outra, de região para outra, e intensificar compras extras”.

Popularidade de Bolsonaro

Questionado sobre o impacto positivo que o auxílio emergencial de R$ 600 tem tido na popularidade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na região nordeste do país, Costa disse reconhecer o acerto do Congresso Nacional em aprovar e, mais tarde, renovar a ajuda.

Mas lembrou que, a princípio, o Bolsonaro queria que o benefício fosse de R$ 200.

“O Congresso, representando o povo brasileiro, fixou em R$ 600”, pontuou.

“[O auxílio emergencial] ajudou, inclusive, não só na sobrevivência das pessoas, mas ajudou a manter parte da atividade econômica no Brasil, em especial nas regiões de maior desigualdade, como o nordeste, norte e parte do centro-oeste brasileiro”.

O governador defendeu ainda que o país precisa de um programa de transferência de renda permanente, como é o caso do Bolsa Família. “Se ele for reforçado e ampliado, melhor ainda”, concluiu.

(Edição: Sinara Peixoto)