Lava Jato defende, no Supremo, que PGR não deve acessar dados

O ministro Dias Toffoli havia determinado que as forças-tarefas da operação em Curitiba, São Paulo e no Rio compartilhassem os dados das investigações

Da CNN, em São Paulo
24 de agosto de 2020 às 19:02

Existe um impasse com relação ao compartilhamento de dados das forças-tarefas da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, São Paulo e em Curitiba, e houve uma mobilização por parte da operação no Rio, no sentido de impedir acesso às informações.

Documento obtido pela âncora da CNN Daniela Lima, protocolado nesta segunda-feira (24) no Supremo Tribunal Federal (STF) – pela defesa da Lava Jato no Rio – basicamente diz que não existe hierarquia entre membros do Ministério Público. E que, por isso, o procurador-geral da República, Augusto Aras, não tem que exercer nenhum mando sobre o material das forças-tarefas.

A defesa argumentou que as provas que foram colhidas pelas forças-tarefas da operação foram obtidas por meio de ordens judiciais. Portanto, compartilhar sem ordem judicial específica pode comprometer a qualidade do material, além das garantias de seus próprios investigados.

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O ministro Dias Toffoli, presidente do STF, havia determinado que as forças-tarefas da operação Lava Jato em Curitiba, São Paulo e no Rio de Janeiro compartilhassem os dados de suas investigações com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

No entanto, o ministro Edson Fachin, também do Supremo, revogou a decisão liminar (provisória) que permitia o compartilhamento.