Mourão: Amazônia é 'desculpa pobre da Alemanha' para vetar acordo com Mercosul

Para o vice-presidente, chanceler Angela Merkel usa desmatamento na floresta como escudo para argumento protecionista

Mathias Brotero, da CNN, em Brasília
24 de agosto de 2020 às 23:23 | Atualizado 24 de agosto de 2020 às 23:50
O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) - 24/08/2020
Foto: Mathias Brotero/CNN

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), considerou uma “desculpa pobre” do governo alemão citar o desmatamento na Amazônia como motivo de dúvida para a implementação de um acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. 

A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que tem dúvidas sobre o prosseguimento do acordo, de acordo com uma afirmação do porta-voz da chanceler, Steffen Siebert, à emissora estatal alemã Deutsche Welle (DW), na sexta-feira passada (21). 

À CNN, Mourão disse que não há relação entre o acordo e a Amazônia.“O que tem o desmatamento a ver com o acordo do Mercosul com União Europeia? Nada a ver (...)  usam a desculpa naquela situação de que ‘o Brasil tá desmatando e com isso aumentou sua produção agropecuária”.

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O vice- presidente afirmou que é preciso aguardar as discussões que estão sendo realizadas sobre o acordo e lembrou que o recuo acontece em meio a pandemia e uma onda de protecionismo, que ressurgiu “com todas as nuances"

O acordo foi anunciado em junho de 2019 e está previsto para entrar em vigor nos próximos anos. A ratificação, porém, depende da aprovação todos os países envolvidos e tem sido questionada por políticos que defendem temas ambientais. Parlamentares da Áustria e da Holanda já se posicionaram contra.