Interlocutores de Lindôra Araújo dizem que acusações de Witzel são absurdas

Witzel ainda desafiou a subprocuradora a apresentar provas de que ele tenha pedido vantagens indevidas e disse que a questão com ela agora é 'pessoal'

Teo Cury, da CNN, em Brasília
28 de agosto de 2020 às 17:29
Subprocuradora-geral Lindôra Araújo
Foto: Gil Ferreira/Agência CNJ (27/06/2013)

Interlocutores da subprocuradora-geral da República Lindôra Araujo, chefe da Operação Lava Jato na Procuradoria-Geral da República, disseram à CNN que as acusações feitas hoje pelo governador do Estado do Rio de Janeiro Wilson Witzel contra ela são “absurdas”. 

“Doutora Lindôra está se especializando em perseguir governadores, desestabilizar os estados da federação com investigações rasas, buscas e apreensões preocupantes e eu, assim como outros governadores, também estamos sendo vítimas do possível uso político da instituição”, disse o governador a jornalistas.

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Witzel ainda desafiou a subprocuradora a apresentar provas de que ele tenha pedido vantagens indevidas e disse que a questão com ela agora é “pessoal”. Lindôra é quem assina a denúncia contra o governador e os demais investigados.

A fala de Witzel foi vista por pessoas próximas à subprocuradora como uma tentativa de ele se defender da denúncia apresentada hoje pelo Ministério Público Federal e que resultou em seu afastamento do cargo de governador por 180 dias.

Em entrevista a jornalistas, Witzel também mencionou o fato de a imprensa já ter noticiado o relacionamento da subprocuradora com a família Bolsonaro, em especial o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Esses interlocutores de Lindôra afirmam que o fato de a subprocuradora conhecer o senador “não significa nada”. Ainda segundo essas fontes, os dois teriam se encontrado apenas “duas ou três vezes”.