'Não preciso de padrinho', diz ex-juíza candidata pelo partido de Witzel

A afirmação foi dada após a CNN questioná-la sobre sua relação com o governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel

Leandro Resende
Por Leandro Resende, CNN  
31 de agosto de 2020 às 21:29 | Atualizado 31 de agosto de 2020 às 21:34
 
Foto: Agência Brasil

Escolhida por unanimidade candidata à prefeitura do Rio de Janeiro pelo PSC, a ex-juíza federal Glória Heloíza afirmou "não precisar de padrinho" para sua candidatura.

A afirmação foi dada após a CNN questioná-la sobre sua relação com o governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. Ele, que também foi juiz federal, foi o principal fiador de sua candidatura à prefeitura do Rio. 

"Nunca precisei de padrinho e nem de tutor. A minha escolha por concorrer diz respeito só a mim. Todos os votos serão importantes', afirmou a candidata.

               Assista e leia também:

Witzel se diz inocente e acusa ex-secretário de se 'infiltrar' para corrupção

Witzel minimiza atritos com vice e diz apostar na Justiça para reassumir cargo

Sobre o fato de o presidente nacional de seu partido, Pastor Everaldo, estar preso sob suspeita de participar do esquema de corrupção na saúde do Rio, a ex-juíza afirmou que "não faz mais parte da Justiça".

"Todas as pessoas tem direito de se defender. A população carioca vai conhecer a Glória Heloíza, que tem condições de virar essa página de tristeza no Rio de Janeiro" , afirmou. 

A ex-juíza derrotou o deputado federal Otoni de Paula na preferência do PSC para a prefeitura, cuja principal bandeira para se tornar candidato era a sua relação próxima com o governo do presidente Jair Bolsonaro. 

Sobre a relação com a família, importante ativo eleitoral nas eleições deste ano, Glória Heloíza afirmou que sua candidatura buscará a "construção de pontes".