Planalto amplia vice-lideranças do governo na Câmara para tentar consolidar base


Igor Gadelha
Por Igor Gadelha, CNN  
02 de setembro de 2020 às 12:50 | Atualizado 02 de setembro de 2020 às 16:45

Em mais um movimento para tentar consolidar uma base de apoio no Congresso Nacional, o Palácio do Planalto decidiu aumentar o número de vice-líderes do governo na Câmara.

A ideia partiu do novo líder do governo na Casa, Ricardo Barros (PP-PR). Com aval do presidente Jair Bolsonaro, ele decidiu dar uma vice-liderança para cada um dos partidos alinhados ao Planalto. 

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À CNN, Barros disse que serão 15 vice-líderes, de 15 siglas diferentes, entre elas, Progressistas, PL, Republicanos, PSD, PTB, Solidariedade, MDB, DEM, PSL e PSC. Hoje, são 14 vice-líderes.

O parlamentar disse que já pediu as indicações aos líderes desses partidos. O PL, por exemplo, indicou o deputado Giovani Cherini (RS). O Republicamos, Capitão Alberto Neto (AM).

Café com Republicanos

Em mais um movimento para tentar consolidar a relação com o Congresso, Bolsonaro tomou café da manhã nesta quarta-feira (2) com a bancada do Republicanos na Câmara.

Segundo a coluna apurou, o presidente pediu apoio para aprovar o valor de R$ 300 para as quatro novas parcelas do auxílio emergencial que o governo decidiu pagar até dezembro.

Bolsonaro reforçou o discurso de que o montante é menor do que os R$ 600 que vinham sendo pagos, mas é maior que o valor médio pago atualmente pelo Bolsa Família, de R$ 190 reais.

O chefe do Planalto também pediu apoio para aprovar a reforma administrativa, que será entregue pelo governo ao Congresso em um ato às 18 horas desta quinta-feira (3), segundo Ricardo Barros.