'Questão é interna de SP', diz Aras sobre demissão coletiva de força-tarefa


Caio Junqueira
Por Caio Junqueira, CNN  
03 de setembro de 2020 às 09:26 | Atualizado 03 de setembro de 2020 às 10:07
O procurador-geral da República, Augusto Aras

O procurador-geral da República, Augusto Aras

Foto: Marcos Corrêa/PR (27.ago.2020)

O procurador-geral da República, Augusto Aras, disse à CNN que o episódio envolvendo a demissão coletiva da Lava Jato de São Paulo é uma questão interna da Procuradoria de São Paulo.

“A questão é interna da Procuradoria de São Paulo. A Procuradora Viviane [de Oliveira Martinez] é, por distribuição aleatória e impessoal, a fim de não favorecer ou prejudicar terceiros, a procuradora natural no âmbito da unidade de SP”, disse.

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Ele afirma também que o conflito deve ser solucionado internamente.

“O conflito deve ser resolvido entre os membros ali lotados e o PGR continuará mantendo os meios e recursos materiais e de pessoal para que o combate a corrupção tenha continuidade. No mais, cabe àquela unidade buscar solução em para o problema que não passa pelo PGR ou pela PGR.”

Aras disse ainda que o procurador natural da Lava Jato “não é designado pelo PGR” e que só poderia retirá-lo com autorização do Conselho Superior do Ministério Público.

“Se o PGR pudesse designar então poderia tirar, o que não se admite, salvo pelo Conselho Superior, por decisão fundamentada no interesse público, com 2/3 de votos do Colegiado.”