STJ rejeita ação contra Doria por injúria e difamação

Ele era acusado dos crimes de injúria e difamação por ter se referido a um grupo de militares que protestavam durante um evento em Taubaté

Gabriela Coelho, da CNN em Brasília
16 de setembro de 2020 às 20:07 | Atualizado 16 de setembro de 2020 às 20:38
Governador de São Paulo, João Doria (PSDB), no Palácio dos Bandeirantes
Foto: Adriano Machado/Reuters (10.jan.2019)

Por unanimidade, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça rejeitou nesta quarta-feira (16) uma queixa-crime contra o governador de São Paulo, João Doria, por crimes contra a honra que teriam sido cometidos durante discussão com manifestantes em Taubaté (SP), em outubro de 2019.

Relator do ação, o ministro Og Fernandes votou pela rejeição da queixa-crime em razão da falta de justa causa para a ação penal.

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Para ele, “as falas de Doria não foram diretamente dirigidas aos manifestantes, mas sim ao grupo de policiais que se manifestava na ocasião. E as declarações foram vagas.”

No caso, ele era acusado dos crimes de injúria e difamação por ter se referido a um grupo de militares que protestavam durante um evento em Taubaté, no interior do estado, como “vagabundos” e “canalhas”, após ser chamado de “mentiroso”. Depois do ocorrido, Doria chegou a se desculpar e disse que acabou se “excedendo”.