Doria anuncia força-tarefa para recapturar chefe do PCC, solto pelo STF

Governador de São Paulo criticou decisão do ministro Marco Aurélio Mello, revogada há pouco pelo presidente do Supremo, Luiz Fux

Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo
10 de outubro de 2020 às 21:44
O governador de São Paulo, João Doria, em coletiva no Palácio do Bandeirantes: força tarefa para recapturar André do Rap
Foto: Governo do Estado de São Paulo (7.out.2020)

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou pelas redes sociais na noite deste sábado (10) que determinou a criação de uma força-tarefa da Polícia de SP para recapturar André Macedo, conhecido como André do Rap.

Suspeito de tráfico de drogas, André do Rap é apontado pela Justiça e pelo governo de São Paulo como um dos chefes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

"Parabéns ao presidente do STF, ministro Luiz Fux, por cassar decisão do ministro Marco Aurélio Mello, que libertou o chefe do PCC, o criminoso André do Rap. Determinei força tarefa da polícia de SP para colocar esse bandido novamente atrás das grades. Lugar de bandido é na cadeia", escreveu o governador em sua conta no Twitter.

Como citou Doria, a decisão que libertou o suspeito foi revogada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luiz Fux, abrindo espaço para que ele seja preso novamente.

Fux afirmou que André Macedo é um suspeito de alta periculosidade contra o qual há indícios fortes do tráfico de mais de 4 toneladas de cocaína, além de ele ter ficado foragido por cerca de 5 anos.

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Segundo a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária, ele foi libertado na manhã deste sábado (10), cumprindo a decisão anterior do STF, tomada pelo ministro Marco Aurélio Mello.

Para Marco Aurélio, a prisão de André do Rap deveria ser revogada por ter excedido o tempo no qual um suspeito pode permanecer preso sem uma condenação definida da Justiça. 

Mais cedo, Doria havia se manifestado com críticas ao ministro Marco Aurélio Mello, afirmando que a decisão que liberava o suspeito de relação com o PCC era "um desrespeito ao trabalho da polícia de SP e uma condescendência inaceitável com criminosos".