Parlamentares querem levar senador do dinheiro na cueca ao Conselho de Ética

Chico Rodrigues deixou vice-liderança do governo após apreensão de R$ 30 mil em operação

Tainá Farfan Da CNN, em Brasília
15 de outubro de 2020 às 14:16 | Atualizado 15 de outubro de 2020 às 14:21

A apreensão pela Polícia Federal de cerca de R$ 30 mil em dinheiro vivo na cueca do senador Chico Rodrigues (DEM-RR) durante uma operação contra desvios de recursos públicos para enfrentamento à Covid-19 tem repercutido entre os parlamentares.

O senador Alessandro Vieira (Cidadania), do grupo Muda Senado, afirma que ele e outros senadores do grupo vão protocolar um pedido de apuração no Conselho de Ética na próxima terça-feira (20). Ele ainda afirmou que “os fatos noticiados escandalizam o Brasil. "É preciso confirmar a veracidade e adotar as medidas cabíveis”. Os senadores Randolfe Rodrigues (Rede), Styvenson Valentim (Podemos), Jorge Kajuru (Cidadania) e Lasier Martins (Podemos) também vão assinar a representação.

Lideranças do governo lamentam o ocorrido e dizem que o clima é de “muita chateação”, apesar de não ser um fato ligado ao governo, e sim uma situação pessoal do senador Chico Rodrigues. Afirmam, ainda, que deve ser respeitado o espaço de defesa do senador nesse momento.

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O Democratas emitiu uma nota sobre o caso e destacou que o departamento jurídico do partido está acompanhando todos os desdobramentos do inquérito e que, ‘havendo a comprovação da prática de atos ilícitos pelo parlamentar, a Executiva Nacional aplicará as sanções disciplinares previstas no Estatuto do partido”. 

Chico Rodrigues enviou uma carta ao líder do governo no Senado, senador Fernando Bezerra (MDB-PE), comunicando seu afastamento do cargo de vice-líder do governo Bolsonaro na Casa “para aclarar os fatos e trazer à tona a verdade”. 

“Acreditando na verdade, estou confiante na justiça, e digo que, logo tudo será esclarecido e provarei que nada tenho haver com qualquer ato ilícito de qualquer natureza. Acredito nas diretrizes que o grande líder e Presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro usa para gerir a nossa nação. Vou cuidar da minha defesa e provar minha inocência”, disse o senador.