Com quase 170 mil mortos, Brasil falará sobre superação do coronavírus no G20


Basília Rodrigues
Por Basília Rodrigues, CNN  
20 de novembro de 2020 às 08:10 | Atualizado 21 de novembro de 2020 às 10:40

 

Novo coronavírus e meio ambiente estão no centro dos discursos que o presidente Jair Bolsonaro fará na cúpula do G20, marcada para este fim de semana, 21 e 22 de novembro.

A Cúpula de Riade, capital e o principal centro financeiro da Arábia Saudita, será realizada por videoconferência. O presidente gravou um vídeo, na semana passada, com cumprimentos aos países. Ele irá acompanhar a reunião virtualmente, quando terá duas oportunidades para discursar.

Leia também:
Bolsonaro volta a citar extração ilegal de madeira, mas não aponta culpados
Alcolumbre tenta mostrar ação ao levar Bolsonaro para o Amapá
Mourão: Embaixadores ‘estão cientes’ sobre compra de madeira ilegal por empresas

Desde dezembro do ano passado, o país árabe exerce a presidência do grupo. Nesta sexta (20), Bolsonaro vai se reunir com o embaixador Ali Abdullah Bahitham, no Palácio do Planalto, como uma prévia de sua participação no G20.

O Palácio do Planalto informou à coluna que, no sábado (21), Bolsonaro é um dos oradores no painel “Superação da Pandemia e Restauração do Crescimento e do Emprego”. Atualmente, o Brasil registra quase 170 mil mortes pelo novo coronavírus e, ao comentar sobre uma eventual segunda onda de Covid-19, Bolsonaro classificou a questão de "conversinha".

Já no domingo, será a vez do tema “Construindo um Futuro Inclusivo, Sustentável e Resiliente”. O debate envolve desenvolvimento sustentável, segurança alimentar, agronegócio brasileiro e conservação ambiental no Brasil - área que atrai as atenções de todo mundo devido ao recorde de queimadas na região amazônica.

À CNN, o Planalto respondeu que, no momento, não há previsão de viagem internacional de Bolsonaro. No entanto, classificou de "ótimo" o relacionamento do presidente com líderes do Oriente Médio, incluindo o Príncipe Herdeiro Mohammad bin Salman - anfitrião da Cúpula do G20. "Por isso, é possível que novas viagens sejam programadas quando houver condições logísticas para a realização de voos internacionais de mais longa duração", disse.

Veja também: Estudo de Oxford diz que imunidade ao coronavírus pode durar ao menos seis meses