Apenas uma mulher se elegeu como prefeita de uma capital; número é igual a 2016

Cinthia Ribeiro (PSDB) foi a única mulher eleita, em Palmas (TO), para comandar uma capital brasileira

Manuela Tecchio, Gabriela Coelho, Giovanna Bronze e Vital Neto, da CNN Brasil, em São Paulo
29 de novembro de 2020 às 21:11 | Atualizado 29 de novembro de 2020 às 21:13
Cinthia Ribeiro (PSDB) foi eleita prefeito de Palmas (TO) nas eleições de 2020
Foto: CNN Brasil


Dos 25 prefeitos eleitos nas capitais em 2020, apenas uma mulher se elegeu: Cinthia Ribeiro (PSDB), em Palmas (TO). Em 2016, nas mesmas 25 capitais, o número foi o mesmo: apenas Teresa Surita (MDB) foi eleita como prefeita, em Boa Vista (RR). 

Ribeiro foi reeleita ainda no primeiro turno, com 36% dos votos válidos. Neste segundo turno também concorriam Manuela d'Ávila (PCdoB), em Porto Alegre, Marília Arraes (PT), no Recife, Socorro Neri (PSB), em Rio Branco, a Delegada Danielle Garcia (Cidadania), em Aracaju, e Cristiane Lopes (PP), em Porto Velho, 14,32%.

Leia também:
PT fica sem capitais pela 1ª vez na história, após perdas no Recife e Vitória
Eleições: 9 prefeitos são reeleitos em capitais, 6 a menos que em 2016
Conheça as 17 das 57 cidades onde houve virada no 2º turno

De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 649 mulheres foram eleitas pelo país neste ano — o que representa 12% do total. Além disso, 885 foram eleitas como vice-prefeitas. Entre os prefeitos eleitos no primeiro turno, também 12% são do sexo feminino. Ainda assim, a representatividade cresceu: nas eleições de 2016, a porcentagem de mulheres nas prefeituras era de 11%.

O aumento, ainda que pequeno, é também reflexo das políticas do TSE para tentar reduzir a desigualdade de gênero. No ano passado, o tribunal estabeleceu uma cota mínima de 30% para candidatas mulheres em cada partido. Além disso, foi fixada uma parcela de 30% dos fundos partidários para candidatas do sexo feminino.

Diante de tentativas de fraude a essa regra nestas eleições, o tribunal publicou uma resolução que permitia a invalidação de uma legenda inteira de candidatos, antes mesmo da votação, caso a irregularidade fosse constatada.

Os partidos tiveram que apresentar, antes do primeiro turno, as autorizações por escrito de todas as suas candidatas, com assinatura reconhecida. A medida foi uma tentativa de assegurar que as políticas estavam concorrendo por real interesse próprio e não apenas para cumprir a cota.