Maia forma grupo de seis partidos por candidatura de sucessor na Câmara

DEM, PSDB, MDB, PSL, Cidadania e PV se uniram para apoiar uma candidatura única no pleito de fevereiro

Bárbara Baião e Guilherme Venaglia, da CNN, em Brasília e em São Paulo
09 de dezembro de 2020 às 21:25
Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, fala à imprensa
Foto: CNN (09.dez.2020)

Seis partidos políticos anunciaram uma união para a disputa pela Presidência da Câmara, na eleição que se dará no início de fevereiro.

O grupo, articulado pelo atual presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ), é composto por DEM, PSDB, MDB, PSL, Cidadania e o PV. Juntos, os seis partidos acumulam 147 votos na disputa. Para eleger o presidente, são necessários 257 parlamentares, o equivalente a metade mais um dos deputados.

A intenção do acordo foi formalizada em um documento assinado pelos líderes dos seis partidos, Felipe Francischini (PSL-PR), Baleia Rossi (MDB-SP), Carlos Sampaio (PSDB-SP), Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), Efraim Filho (DEM-PB) e Enrico Misasi (PV-SP).

Assista e leia também:

Maia sobre eleição na Câmara: "Governo vai jogar pesado e rasgar seu discurso"

Com apoio de Bolsonaro, Lira lança candidatura à presidência da Câmara

Quem são os candidatos às presidências da Câmara e do Senado

O nome do candidato que será apresentado pelo grupo não foi definido. Por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado Rodrigo Maia não pode disputar um novo mandato, considerando regra da Constituição que veda reeleições dentro da mesma legislatura.

Dentro do grupo de partidos estão, ao menos, cinco possíveis postulantes. O próprio Baleia Rossi, Elmar Nascimento (DEM-BA), Fernando Coelho Filho (DEM-PE), Fábio Ramalho (MDB-MG) e Luciano Bivar (PSL-PE).

Arthur Lira

Mais cedo um outro grupo se formou, dessa vez em torno do deputado Arthur Lira (PP-AL), pré-candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). 

Nas estimativas do presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), o grupo que se uniu no entorno de Lira reuniria cerca de 160 deputados, a maior parte dos partidos do chamado "Centrão" próximos ao governo e aqueles da base mais ideológica de apoio ao Planalto.

Lira ainda pretende reunir o apoio de ao menos parte da oposição de esquerda, especificamente o PSB, e do Republicanos, partido que deixou nesta quarta-feira (9) a base de apoio de Rodrigo Maia.

A legenda, no entanto, mantém uma pré-candidatura própria, a do deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), atual 1º vice-presidente da Câmara.