Após prisão de Crivella, Paes diz que trabalho de transição está mantido

Prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), foi preso nesta terça (22); Eduardo Paes (MDB) assume a prefeitura em 1º de janeiro

da CNN, em São Paulo
22 de dezembro de 2020 às 08:17 | Atualizado 22 de dezembro de 2020 às 08:26


O prefeito eleito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (MDB), que assumirá o cargo em 1º de janeiro, afirmou em sua conta no Twitter que os dirigentes municipais continuarão atendendo a população mesmo após a prisão do atual prefeito da cidade, Marcelo Crivella, do Republicanos. Paes afirmou ainda que o trabalho de transição será mantido.

"Conversei nessa manhã com o presidente da Câmara de Vereadores, Jorge Felippe, para que mobilizasse os dirigentes municipais para continuar conduzindo suas obrigações e atendendo a população. Da mesma forma, manteremos o trabalho de transição que já vinha sendo tocado", escreveu Paes.

Assista e leia também:
Entenda o que é a Operação Hades, que culminou na prisão de Marcelo Crivella
Prefeito Marcelo Crivella é preso no Rio de Janeiro

O prefeito eleito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes
Foto: Adriano Ishibashi/Framephoto/Estadão Conteúdo (7.dez.2020)

"Peço especialmente aos servidores da nossa rede de saúde:  Passamos por uma pandemia - além das dificuldades já conhecidas - e a população precisa do nosso esforço. Contamos todos com a força e dedicação de vocês!", continuou.

Crivella foi preso na manhã desta terça-feira (22) depois de uma ação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ). A prisão é um desdobramento da Operação Hades, que investiga o suposto 'QG da Propina' na Prefeitura do Rio.

Destaques do CNN Brasil Business:
Fim do mistério: nos 40 anos do Chester, empresa divulga fotos do animal vivo
Mais casas italianas estão à venda por 1 euro

Além de Crivella, também foram presos o empresário Rafael Alves (suspeito de ser chefe do esquema de propinas e irmão de Marcelo Alves, ex-presidente da RioTur), Mauro Macedo (ex -tesoureiro da campanha de Crivella) e o ex-vereador Fernando Moraes. Também é alvo da operação o ex-senador Eduardo Lopes (Republicanos). 

No dia 3 de novembro, durante sabatina realizada pela CNN, o prefeito do Rio — na época, candidato à reeleição — falou sobre a investigação do suposto "QG da Propina". Segundo ele, era "apenas uma fofoca".

(Publicado por: André Rigue)