Esquema ilegal de Crivella era planejado desde campanha de 2016, aponta MP-RJ

De acordo com os procuradores, mensagens trocadas por Crivella com o operador financeiro Rafael Alves e outros empresários comprovam a tese

Lucas Janone, da CNN Brasil, no Rio de Janeiro
22 de dezembro de 2020 às 17:24
O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), é conduzido na Cidade da Polícia
Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo (22.dez.2020)

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, já planejava criar um esquema ilegal de desvio de verbas públicas em seu governo desde 2016, apontou denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro. Na época, ele ainda era um dos candidatos a assumir a prefeitura da cidade. O suposto esquema foi desfeito nesta terça-feira (22) com a expedição de sete mandados de prisão preventiva. 

De acordo com os procuradores, mensagens trocadas por Crivella com o operador financeiro do esquema, Rafael Alves, e outros empresários comprovam a tese investigada pelo MP.

Leia também:
Prefeito Marcelo Crivella é preso no Rio de Janeiro
Após ser preso, Crivella ficou em silêncio e chegou a cochilar na delegacia
Crivella entregou celular de outra pessoa ao ser alvo de operação, em setembro

A denúncia cita que o “plano criminoso prévio era voltado para a obtenção de retorno de todo o investimento que estava sendo feito pelos empresários”.

Segundo a investigação, os interessados em doar valores para a campanha de Crivella tinham a promessa de benefícios e “enriquecimento futuro” quando o candidato fosse eleito prefeito da cidade do Rio de Janeiro.

Rafael Alves afirma em uma das conversas que não quer “cargos e nem status”, e sim o “retorno que está sendo investido”. Alves foi o maior doador da campanha de Crivella.