PGR prorroga Lava Jato do Rio e incorpora força-tarefa a Gaeco

O modelo adotado no Rio é semelhante ao que já existe em Curitiba

Thais Arbex
Por Thais Arbex, CNN  
20 de janeiro de 2021 às 21:45 | Atualizado 23 de fevereiro de 2021 às 09:15
Gaeco MP
Foto: Reprodução/ MPRJ

A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu prorrogar os trabalhos da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, mas, a partir de agora, a força-tarefa terá que atuar em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). 

O modelo adotado no Rio é semelhante ao que já existe em Curitiba. No início de dezembro, a PGR decidiu prorrogar as atividades dos procuradores fluminenses até o fim de janeiro. Na mesma decisão, estendeu os trabalhos do Paraná até outubro deste ano e o incorporou ao Gaeco. 

Na prática, o novo formato marca o início de uma transição do atual modelo das forças-tarefas para uma nova estrutura. Em nota, a PGR afirmou que o procurador-geral da República, Augusto Aras, “se comprometeu a apoiar as investigações em curso, com pessoal e estrutura, até o final de seu mandato, em setembro”.

A Procuradoria também disse que, “com o Gaeco do Rio de Janeiro, os trabalhos desenvolvidos pela força-tarefa terão continuidade e institucionalidade”. 

A criação do grupo no Rio foi aprovada nesta terça-feira (19) pelos integrantes da Procuradoria da República no estado que, entre outras funções, deve auxiliar as investigações da força-tarefa fluminense.

De acordo com a PGR, o número e os nomes dos integrantes serão definidos pela procuradoria local, com abertura de inscrição para os interessados. Depois de aprovados, os nomes serão submetidos a Aras. Os membros do Gaeco terão mandato de dois anos, prorrogáveis. 

Já existem Gaecos federais em Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pará e Amazonas.