Por acordo político, governo discute recriação do Ministério das Cidades

De acordo com relatos feitos à CNN, a pasta poderia abrigar uma indicação do PL, de Valdemar da Costa Neto

Thais Arbex e Bárbara Baião, da CNN, em Brasília
28 de janeiro de 2021 às 22:17 | Atualizado 28 de janeiro de 2021 às 22:22
Governo pode recriar ministério para contemplar o PL
Foto: Carolina Antunes/PR (25.ago.2020)


Em meio à discussão de uma reforma ministerial logo depois da eleição no Congresso, o governo Jair Bolsonaro voltou a discutir a recriação do Ministério das Cidades. A ideia, segundo a CNN apurou, é que a pasta seja desmembrada do atual Desenvolvimento Regional, hoje sob o comando de Rogério Marinho.

De acordo com relatos feitos à CNN, a pasta poderia abrigar uma indicação do PL, de Valdemar da Costa Neto. A discussão ganhou fôlego por conta de um impasse na formação da nova Mesa Diretora da Câmara. Com a adesão do PSL ao grupo do deputado Arthur Lira (PP-AL) na disputa pela sucessão da Casa, a recriação do Ministério das Cidades seria uma saída para contemplar o PL. 

O acordo inicial do partido de Valdemar com Lira previa que o PL ficasse com a primeira-vice-presidência da Câmara. O PSL, no entanto, também passou a pleitear o posto. 

Nesse cenário, foi colocada na mesa a recriação do ministério. O problema é que o PL não abre mão de ficar com o cargo no Legislativo e indicou que somente a pasta não resolve a questão. Ou seja, um não exclui o outro. 

Em conversas reservadas, líderes partidários dizem que a acomodação do PL na Esplanada dos Ministérios seria natural, uma vez que PP e Republicanos já teriam espaços garantidos. Dirigentes do partido de Valdemar dizem, nos bastidores, que um dos motivos para que a candidatura de Lira ganhasse robustez foi o empenho do PL. 

No Palácio do Planalto, a recriação da pasta das Cidades ainda não é dada como certa. A volta da pasta à Esplanada também foi cogitada no início do governo Jair Bolsonaro, em maio de 2019. 

À época, a ideia era dividir o Desenvolvimento Regional em dois, recriando Cidades e Integração Nacional, para contemplar os partidos do chamado centrão.