Castro responde a críticas de João Doria: 'No Rio, cuido eu'

Governador interino do Rio recomendou 'chá de camomila' ao paulista e defendeu decisão de não aderir a pacto do Fórum dos Governadores

Leandro Resende e Stéfano Salles, da CNN, no Rio de Janeiro
11 de março de 2021 às 16:26 | Atualizado 12 de março de 2021 às 06:32

Em entrevista coletiva para apresentar nesta quinta-feira (11) as novas medidas restritivas adotadas por São Paulo, o governador João Doria (PSDB) criticou o colega do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC), por ter sido um dos seis governadores que não assinaram o “Pacto Nacional Pela Vida”, para enfrentamento da pandemia, que contou com a adesão de 21 unidades da federação. 

Durante o evento, o governador de São Paulo -- estado que está em Fase Vermelha desde o dia 6, apenas com serviços essenciais abertos, e com capacidade reduzida -- fez referência ao fato de o estado vizinho não ter apresentado medidas restritivas:

“No Fórum de Governadores nos comunicamos diariamente. Publicamos um Pacto pela Vida e pela Saúde, 22 governadores comprometidos com a proteção de sua população. O governador do Rio de Janeiro não assinou. Negou-se a assinar o pacto, ao invés de ter medidas que restrinjam, faz exatamente o movimento oposto”, criticou Doria.

Castro era vice-governador de Wilson Witzel (PSC) e ocupa a função interinamente desde que o titular foi afastado pelo STF e passou a responder a um processo de impeachment. Pelo Twitter, não demorou a responder as críticas de Doria e elevou o tom: 

“Tenho maior respeito pelo governador de São Paulo. Reconheço sua liderança, mas acho que ele está fora do tom ao falar de um colega governador. Espero que sua atitude e esse nervosismo não seja reflexo do novo cenário eleitoral e que seja por conta do aumento do Covid. Recomendo a ele um chá de camomila e que cuide de São Paulo, porque aqui no Rio, cuido eu”, afirmou.

O Pacto pela Vida e pela Saúde tem três eixos: “a expansão da vacinação, com pluralidade de fornecedores, mais compras e busca de solidariedade internacional, em face da gravidade da crise brasileira", segundo um trecho do documento. 

Embora o Estado do Rio não tenha determinado restrições, prefeitos do Rio vem, há uma semana, adotando medidas que tem como objetivo tentar restringir a circulação e aglomeração.

Nesta quinta-feira, o prefeito do Rio Eduardo Paes (DEM) prorrogou normas impostas na semana passada por mais 10 dia. Capitão Nelson (PL), de São Gonçalo, segunda cidade mais populosa do estado, também determinou normas semelhantes, válidas até o dia 30.