País registra panelaços durante pronunciamento de Bolsonaro

Manifestações ocorreram em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília

Gregory Prudenciano, da CNN, em São Paulo
23 de março de 2021 às 21:35 | Atualizado 23 de março de 2021 às 21:44

O pronunciamento de pouco mais de três minutos feito pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em rede nacional de TV e rádio na noite desta terça-feira (23) foi recebido com protestos na forma de panelaços Brasil afora.

Nas redes sociais há vídeos e relatos de manifestações em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Brasília e Curitiba.

Presidente disse que 2021 será ‘ano da vacinação’

No pronunciamento, Bolsonaro afirmou que o Brasil conseguirá vacinar toda a população até o fim deste ano. "2021 será o ano da vacinação dos brasileiros", afirmou o presidente. "As vacinas estão garantidas."

Bolsonaro adotou postura comedida, sem citar opositores e nem as restrições de circulação de pessoas adotadas por governadores, medidas que vem criticando repetidamente. O presidente também não falou em medicamentos ou tratamentos que defende para a Covid-19.

Bolsonaro se limitou a responsabilizar as novas variantes pelo agravamento da pandemia da Covid-19, afirmando que o Brasil se prepara para ser "autossuficiente" e poder vacinar anualmente a população brasileira."

"Não sabemos por quanto tempo teremos que enfrentar essa doença, mas a produção nacional vai garantir que possamos vacinar os brasileiros todos os anos, independentemente das variantes que possam surgir", disse. O presidente citou as três vacinas já aprovadas pela Anvisa para uso emergencial ou definitivo: Oxford/AstraZeneca, Coronavac e Pfizer.

O presidente vive um momento de pressão por causa do agravamento da crise sanitária. Horas antes do pronunciamento, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) anunciou que 3.251 mortes por Covid-19 foram registradas no país nas últimas 24h. Além do recorde de mortes, há escassez de leitos de UTI, de medicamentos para intubação e de vacinas contra Covid-19.

*com informações de Guilherme Venaglia