CPI precisa ser presencial, o que não pode acontecer agora, diz líder do governo

O senador Eduardo Gomes (MDB-TO) afirmou que a comissão deve aguardar imunização plena contra a Covid-19 para ocorrer

Produzido por Rudá Moreira, da CNN, em Brasília
14 de abril de 2021 às 23:14

Em entrevista à CNN, o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), afirmou ser impossível a Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19 funcionar presencialmente diante da atual situação da pandemia.

O parlamentar, no entanto, não defende o formato virtual. Para Gomes, a CPI precisa ocorrer presencialmente, mas apenas no futuro, quando todos os envolvidos estejam vacinados.

"Imagine a oitiva da CPI por meio remoto com o investigado tendo à sua disposição toda e qualquer informação à distância pelo computador, sem as seguranças evidentes de um processo como esse", disse Gomes. 

O senador foi questionado por adotar essa posição ao mesmo tempo em que lidera no Congresso o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que é contra medidas de quarentena e distanciamento decididas por estados e municípios.

Para Eduardo Gomes, essa é uma questão de administração do Senado e não tem relação com as falas do presidente da República. "Não é uma questão de sintonia com o discurso do presidente", afirmou. 

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por maioria de votos, manter a ordem que determinou abertura da CPI da Covid-19 no Senado para apurar as ações do governo federal no combate à pandemia.

O líder do governo no Congresso Eduardo Gomes defende que CPI da Covid ocorra presencialmente, mas não nesse momento (14.abr.2021)
Foto: Reprodução / CNN

Manaus

O senador citou a crise com a falta de oxigênio para os pacientes internados em Manaus, ponto de partida para a criação da comissão.

Ele argumenta que o governo Bolsonaro fez tudo para auxiliar a capital amazonense e apontou para os governos locais. "O governo [federal] não vai assumir responsabilidades que em algum momento eram de estado e município", afirmou o senador.