STF tenta desacreditar delação de Cabral e cria clima solidário a Toffoli

Os ministros do STF estão desacreditando a fala de Sérgio Cabral, relembrando que ele foi condenado a mais de 300 anos de pena

Da CNN, em São Paulo
13 de maio de 2021 às 18:47 | Atualizado 13 de maio de 2021 às 18:48

Após o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin homologar a delação premiada do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, em que ele diz que o ministro do STF Dias Toffoli recebia propina em troca de decisões judiciais, o corpo da suprema corte se uniu em torno do ministro. As informações são da âncora da CNN Daniela Lima.

 

Os ministros do STF estão desacreditando a fala de Cabral, relembrando que ele foi condenado a mais de 300 anos de pena e só firmou acordo de delação premiada com a Polícia Federal depois de a Procuradoria-Geral da República do Rio de Janeiro dizer que os relatos iniciais eram inconclusivos para um acordo de delação. Após isso, Cabral passou a negociar com a PF e teve acordo homologado.

Outro ponto levantado pelos ministros do Supremo é de que as mensagens obtidas via hacker na Operação Spoofing mostram membros da Operação Lava Jato buscando problemas nas contas de Toffoli e membros de sua família, dando a entender que o ministro já era perseguido antes da delação de Cabral. 

Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal
Foto: Nelson Jr./SCO/STF (09.set.2020)

(Publicado por Marina Motomura)