'Quem não deve não teme', diz senador sobre depoimento de Pazuello na CPI

Eduardo Braga (MDB-AM) também descarta a convocação do vereador Carlos Bolsonaro (Repúblicanos-RJ)

Jorge Fernando Rodrigues, da CNN, em São Paulo
15 de maio de 2021 às 21:59 | Atualizado 15 de maio de 2021 às 22:23

Titular da CPI da Pandemia, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) criticou neste sábado (15), em entrevista à CNN, a decisão do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello de pedir um habeas corpus para poder ficar em silêncio durante depoimento, concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). "Quem não deve, não teme", afirmou o parlamentar.

"Imagino que o ministro Pazuello não precisaria do habeas corpus. Ele usou um instrumento do estado democrático de direito, temos que respeitar, mas isso não nos impedirá de fazer as perguntas necessárias para esclarecimento dos fatos que dizem respeito a ação de terceiros e do próprio Ministério da Saúde", disse. 

Ex-governador do Amazonas, Eduardo Braga enfatizou as suas críticas ao papel do ex-ministro Eduardo Pazuello durante a crise de abastecimento de oxigênio para pacientes com Covid-19 em janeiro, fato que provocou o início da coleta das assinaturas para a CPI.

"Na crise de oxigênio no Amazonas e de atendimento médico na capital e interior, Pazuello esteve presente e muito ficou a ser feito. O fato determinante que levou à abertura da CPI inclusive foi o caso do Amazonas. Poderemos sim buscar esclarecer à opinião pública. Se há uma razão para existência da CPI é poder salvar vidas e esclarecer o que aconteceu para tantos brasileiros terem falecido", continua Braga.

O senador descarta que o vereador pelo Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos) possa ser convocado. "Ele não é protagonista e não deve ser tratado como tal pela CPI. Não há fatos para que ele venha a prestar esclarecimentos".

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) (15.Mai.2021)
Foto: Reprodução/CNN

Ele contou ainda que, após o depoimento do ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, haverá uma nova rodada de votação para aprovar novos depoentes. "Temos a aprovação com relação à Fiocruz, Butantan, o secretário estadual de saúde do Amazonas e um dos subsecretários que foi parte integrante da investigação que aconteceu no estado".