Análise do voto impresso ficará apenas para agosto, diz presidente da comissão

Para que a nova regra entre em vigor nas eleições de 2022, a matéria precisa ser votada na comissão e duas vezes nos plenários da Câmara e do Senado até outubro

Larissa Rodrigues, da CNN, em Brasília
14 de julho de 2021 às 23:07 | Atualizado 15 de julho de 2021 às 07:50
Urna com voto impresso
Protótipo de urna eletrônica com impressora acoplada
Foto: Nelson Jr./TSE

O presidente da comissão especial que analisa a PEC do Voto Impresso, deputado Paulo Martins (PSC-PR), afirmou nesta quarta-feira (14) que a análise do projeto ficará apenas para agosto, após o recesso parlamentar.

A previsão de Martins, após uma série de adiamentos, era colocar o texto em votação em reunião agendada para esta quinta-feira (15). O encontro teve de ser cancelado após o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) convocar reunião do Congresso Nacional, com participação de senadores e deputados, para a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022.

O deputado ainda reconheceu que não há consenso a respeito da medida, defendida por aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Nas últimas semanas, dirigentes de partidos políticos que representam a maior parte do Congresso Nacional foram em sentido contrário, manifestando confiança na urna eletrônica e contrariedade ao voto impresso.

Para que a nova regra entre em vigor nas eleições de 2022, a matéria precisa ser votada na comissão, em dois turnos no plenário da Câmara, e depois do Senado, antes do início de outubro.