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    Moraes está com lista de 1.800 monitorados ilegalmente pela Abin

    Ministro autorizou a operação da Polícia Federal, desta sexta-feira (20), que mirou servidores da Abin

    Integrantes do tribunal afirmam que a investigação estaria dentro do inquérito das fake news, que segue sob sigilo
    Integrantes do tribunal afirmam que a investigação estaria dentro do inquérito das fake news, que segue sob sigilo Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Basília RodriguesGustavo UribeElijonas Maiada CNN

    em Brasília

    A lista de pessoas que teriam sido monitoradas ilegalmente pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Jair Bolsonaro (PL) está com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

    O ministro autorizou a operação da Polícia Federal, desta sexta-feira, que mirou servidores da Abin.

    Integrantes do tribunal afirmam que a investigação estaria dentro do inquérito das fake news, que segue sob sigilo.

    Vídeo — PF: Abin sob Bolsonaro espionou integrantes do STF; dois servidores foram presos

    Ao todo, foram 33 mil acessos ao sistema, desses 1.800 foram rastreados pela PF. Parte deles eram integrantes do STF, jornalistas, políticos, advogados e adversários do governo Bolsonaro. Os nomes ainda não foram divulgados.

    De acordo com fontes da investigação, o sistema de espionagem fora utilizado entre janeiro de 2019 e maio de 2021.

    A Polícia Federal cumpriu, nesta sexta-feira (20), 25 mandados de busca e apreensão, em Brasília, Alexânia (GO), São Paulo, São José dos Campos (SP), Curitiba, Maringá (PR), Florianópolis, São José (SC) e Palhoça (SC). Dois servidores foram presos.

    Em manifestação sobre a investigação, o ministro da Justiça, Flávio Dino, destacou que esse tipo de grampo é ilegal.

    “Interceptações telefônicas tem regras rigorosas: só podem ocorrer com autorização judicial e para investigação de crimes. Jamais para espionagem de políticos, magistrados ou jornalistas, como há indícios quanto ao passado. Operação importante foi realizada hoje pela Polícia Federal, para investigar esses fatos pretéritos”.