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    Eleições 2022

    Senador diz ter assinaturas necessárias para CPI sobre institutos de pesquisa

    São exigidas 27 adesões para que a Comissão Parlamentar de Inquérito possa ser aberta

    Luciana AmaralTeo Curyda CNN

    Em Brasília

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    O senador Marcos do Val (Podemos-ES) informou na noite desta quarta-feira (5) ter reunido 29 assinaturas –duas a mais do que o necessário– em apoio ao pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar institutos de pesquisas eleitorais no Senado.

    Marcos do Val apresentou na segunda (3) um pedido de CPI para “apurar, mediante exame técnico, os sistemas de realização de pesquisas eleitorais de intenção de voto pelas principais empresas e institutos do país, com a finalidade de aferir as causas das expressivas discrepâncias entre as referências prognósticas, principalmente de curtíssimo prazo, e os resultados apurados”.

    Do Val argumenta que há “expressiva discrepância entre a intenção de voto aferida e os resultados efetivamente apurados, notadamente as de curtíssimo prazo”.

    Os institutos de pesquisa se tornaram alvo de questionamentos após o primeiro turno das eleições por causa da diferença entre os resultados das urnas e as projeções para a disputa presidencial feitas nos dias que antecederam o pleito. Contrastes também foram observados nas disputas estaduais.

    Na terça (4), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou que o pedido de CPI será tratado dentro da normalidade e de acordo com o regimento da Casa. Ele não se pronunciou sobre o assunto nesta quarta.

    Do Val afirmou que ainda há outros senadores subscrevendo o apoio e que ele deve apresentar o pedido formalmente a Pacheco nesta quinta (6) à noite.

    Até a formalização do pedido e análise por parte de Pacheco, senadores poderão acrescentar ou retirar suas assinaturas de apoio. Portanto, o número final de apoios oficiais ainda pode mudar.

    Também há articulação na Câmara dos Deputados para que seja instalada uma CPI sobre os institutos de pesquisa por parte de aliados do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL). Na Casa, é preciso que o pedido tenha o apoio oficial de, ao menos, 171 deputados federais.

    Um texto que circula pela Casa é de coautoria dos deputados Carlos Jordy (PL-RJ), Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Guilherme Derrite (PL-SP) e Paulo Eduardo Martins (PL-PR).

    O projeto busca instalar uma CPI “destinada a investigar o uso político dos institutos de pesquisas eleitorais a fim de influenciar o resultado das eleições em favor de determinados candidatos, partidos ou espectro político”.

    Pela proposta apoiada por Eduardo Bolsonaro, filho do presidente da República, serão investigadas as pesquisas a partir do ano de 2014, de candidatos a prefeito, governador, senador e presidente da República, até as eleições de 2022.

    Levantamento da CNN com base nas principais pesquisas divulgadas entre 29 de setembro e 1º de outubro mostra que as sondagens erraram os percentuais do primeiro, do segundo ou dos dois candidatos mais votados, fora das margens de erro, em 21 estados e no Distrito Federal.

    Em sete estados, as pesquisas erraram a ordem do primeiro e segundo candidatos.

    Os números foram compatíveis com o resultado das urnas em cinco estados: Acre, Alagoas, Maranhão, Paraíba e Tocantins. O levantamento da CNN considerou as pesquisas Datafolha, Ipec, Ipespe, Quaest, RealTime Big Data e Atlas.

    Quem apoia

    Veja quem apoiou o pedido de abertura da CPI dos institutos de pesquisa, segundo o senador Marcos do Val:

    • Marcos do Val (Podemos-ES);
    • Mecias de Jesus (Republicanos-RR);
    • Eduardo Girão (Podemos-CE);
    • Telmário Mota (Pros-RR);
    • Marcos Rogério (PL-RO);
    • Carlos Portinho (PL-RJ);
    • Jorge Kajuru (Podemos-GO);
    • Plínio Valério (PSDB-AM);
    • Lucas Barreto (PSD-AP);
    • Eliane Nogueira (PP-PI);
    • Luiz Carlos do Carmo (PSC-GO);
    • Guaracy Silveira (PP-TO);
    • Zequinha Marinho (PL-PA);
    • Flávio Bolsonaro (PL-RJ);
    • Styvenson Valentim (Podemos-RN);
    • Lasier Martins (Podemos-RS);
    • Esperidião Amin (PP-SC);
    • Reguffe (sem partido-DF);
    • Vanderlan Cardoso (PSD-GO);
    • Eduardo Velloso (União Brasil-AC);
    • Luis Carlos Heinze (PP-RS);
    • Wellington Fagundes (PL-MT);
    • Elmano Férrer (PP-PI);
    • Ivete da Silveira (MDB-SC);
    • Rodrigo Cunha (União Brasil-AL);
    • Roberto Rocha (PTB-MA);
    • Soraya Thronicke (União Brasil-MS);
    • Romário (PL-RJ);
    • Jayme Campos (União Brasil-MT)

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