Governo adiantará vacina contra gripe para facilitar diagnóstico de coronavírus


27 de fevereiro de 2020 às 17:25
Caixas de máscaras em farmácia de São Paulo

Funcionária de farmácia em São Paulo manipula caixas de máscaras; alta demanda pelo produto causa escassez nas prateleiras

Crédito: Reuters (27.02.2020)

Diante do primeiro caso de coronavírus no Brasil, o Ministério da Saúde em parceria com o Governo de São Paulo e Instituto Butantã anunciaram o adiantamento do início da campanha da vacinação, que irá se iniciar no dia 23 de março.

 

A campanha continuará a nível nacional e tem como foco ajudar no combate ao coronavirus. Segundo o Ministro da Saúde, Luiz Henirque Mandetta, a vacina cobre 80% dos virus da gripe. Apesar de não trazer imunidade em relação ao coronavirus, a vacinação irá ajudar a definir de maneira mais direta os motivos de sintomas. Já sabendo as imunidades, órgãos de saúde terão agilidade em definir o tipo da doença.

 

Para conseguirem adiantar a campanha, o Instituto Butantã se responsabilizou em produzir 75 milhões de doses da vacina, o que representa 10% da produção mundial do medicamento.

 

Outra mudança é a ampliação da campanha, que continuará focando na população com mais de 60 anos, mas abrange também grupos que são considerados propensos a transmissão, como aqueles que atuam em forças de segurança, presidiários e agentes carcerários. O objetivo é diminuir a circulação epidemica.

 

“Duas situações importantes foram decididas hoje: ao vacinar a população você tem efeito em massa da imunidade. A outra decisão foi a ampliação do grupo de vacinação”, declarou David Uip, infectologista que coordena o comitê de contingenciamento de São Paulo