RJ descarta coronavírus para casal francês internado compulsoriamente


28 de fevereiro de 2020 às 21:14
Imagem da estrutura do betacoronavírus, como o novo coronavírus

Projeção da Nexu Science Communication, em conjunto com o Trinity College, em Dublin, mostra modelo estruturalmente representativo de um betacoronavírus, tipo vinculado ao Covid-19

Crédito: Nexu Science Communication/Reuters

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio descartou nesta sexta-feira (28) a suspeita do novo coronavírus para um casal francês que, por ordem judicial, está internado compulsoriamente na cidade de Paraty, no sul do estado. Segundo a prefeitura local, eles serão liberados em breve.

A Justiça do estado do Rio de Janeiro concedeu ao município de Paraty o direito de manter em internação hospitalar um casal de franceses que são suspeitos de ter contraído o novo coronavírus. O processo está em segredo de justiça.

No estado, há 17 casos de pessoas que podem ter contraído o Covid-19, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) também se refere à doença, surgida na China no fim do ano passado.

De acordo com o último boletim do Ministério da Sáude, em todo o país, são monitorados 182 casos suspeitos.

Em nota divulgada mais cedo nesta sexta, a prefeitura da Paraty informou que, por determinação do Ministério da Saúde, turistas estrangeiros que buscam atendimento na rede municipal com sintomas de doenças respiratórias – provenientes dos 16 países com circulação ativa do vírus – passaram a ser orientados a permanecer em observação até resultados conclusivos de exames.

O coronavírus no Brasil

Até o momento, há um caso confirmado no país. Trata-se de um homem de 61 anos, morador da cidade de São Paulo, que esteve na região da Lombardia, no norte da Itália, entre os dias 9 e 21 de fevereiro. 

Para evitar a proliferação do vírus, o Ministério da Saúde recomenda medidas básicas de higiene, como lavar as mãos com água e sabão, usar lenço descartável para higiene nasal, cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel quando espirrar, ou tossir, e jogá-lo no lixo. Evitar tocar olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) criou um grupo de trabalho multidisciplinar com pesquisadores da área da saúde a fim de desenvolver ações de orientação, diagnóstico e tratamento de possíveis casos da doença.

Para orientar o público, o grupo de trabalho produziu um boletim com informações sobre a origem do vírus, a forma de transmissão, os sintomas causados e as medidas de prevenção. (Com Reuters)