Número de casos suspeitos de coronavírus cai de 163 para 130


03 de Março de 2020 às 17:21
Hospitais adotam protocolo do Ministério da Saúde

Crédito: Reuters

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo divulgou nesta terça-feira (3) a queda no número de pacientes com suspeita do novo coronavírus no estado. Na segunda-feira (2) eram 163 casos suspeitos, já nesta terça são 130.

Outros 104 casos foram descartados no estado. Nas últimas 24 horas, foram descartados 56 casos, entretanto novos 23 surgiram. Permanecem confirmado apenas 2 casos da doença no país, ambos em São Paulo. Os dois homens estiveram em viagem na Itália.

Participaram da coletiva o coordenador do Centro de Contingenciamento de Emergências para o coronavírus do estado, o médico David Uip, o secretário estadual de saúde, José Henrique Germann, e Helena Sato, coordenadora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) estadual.

Promessa de investimento 

Na noite de segunda-feira, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, informou que o governo federal prevê investir R$ 10 milhões via Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em pesquisas voltadas para o mapeamento e sequenciamento do novo coronavírus (COVID-19).

Segundo Pontes, o valor ainda é uma previsão e deve ser aplicado em 2020. A informação foi divulgada após teleconferência sobre o novo coronavírus com ministros de Ciência e Tecnologia de outros oito países (Alemanha, Canadá, Coreia do Sul, Estados Unidos, Índia, Inglaterra, Itália, Japão e Nova Zelândia).

Em fevereiro, a pasta criou a Rede Vírus, uma rede de pesquisa envolvendo cientistas e laboratórios para ajudar no enfrentamento de viroses emergentes, com foco inicial em coronavírus e influenza. O grupo é formado por especialistas e representantes do Ministério da Saúde, de entidades científicas e de unidades de pesquisa.

“A ideia é trabalhar com Ministério da Saúde para colocar recursos para que essa rede possa desenvolver as pesquisas. Certamente vai ajudar em termos de modelamento desse vírus, no mapeamento e no sequenciamento desse genoma e muitas outras possibilidades em termos de tratamento, testes clínicos. Então, o Brasil pode contribuir muito”, declarou Pontes.