Itália decide fechar escolas e universidades por surto de coronavírus


Da CNN Brasil, em São Paulo
04 de março de 2020 às 11:12 | Atualizado 04 de março de 2020 às 11:58
Mulher com máscara de proteção usa celular em Turim, no norte de Itália

Mulher usa máscara em Turim, região que sediaria jogo entre Juventus e Milan pela semifinal da Copa da Itália; partida foi adiada

Crédito: Massimo Pinca/Reuters (27.fev.2020)

O governo da Itália decidiu nesta quarta-feira (4) fechar todas as escolas e universidades do país até meados de março em razão do surto de novo coronavírus. A informação é da agência de notícias italiana Ansa.

Depois da China, a Itália é o país que mais registrou mortes causadas pelo COVID-19 (79), seguida pelo Irã (77), Coreia do Sul (32), Japão (12) e Estados Unidos (9). Até o momento, 3,2 mil pessoas morreram em razão da doença e há 92,8 mil casos confirmados em todo o mundo.

O fechamento das instituições de ensino foi anunciado após uma reunião do primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, com alguns ministros. 

Futebol em alerta

Os clubes da Série A do Campeonato Italiano se reuniram nesta quarta em Roma para encontrar uma forma de não interromper a disputa em razão do surto do novo coronavírus. 

Até o momento, 10 partidas foram adiadas nas duas últimas semanas e as autoridades estão sendo criticadas pela maneira com que lidam com a situação, com muitas decisões sendo tomadas de última hora.

Eventos esportivos foram proibidos em três regiões da Itália - Lombardia, Vêneto e Emília-Romanha -, embora alguns jogos estejam sendo realizados a portas fechadas, opção que a liga da Série A preferiu não usar.

O jogo entre Juventus e Milan pela semifinal da Copa da Itália, que seria realizado nesta quarta em Turim, foi adiada por tempo indeterminado.

Ajuda financeira

O Banco Mundial anunciou na terça-feira (3) um fundo de contingência de US$ 12 bilhões (cerca de R$ 54 bilhões) para que os países mais afetados pelo novo coronavírus possam tomar medidas para fazer frente à epidemia. A distribuição dos valores seguirá ordem de prioridade quanto às nações mais pobres.

Além disso, a instituição financeira vai dar atenção aos países de alto risco com pouca capacidade de lidar com a epidemia, que já deixou mais de 90 mil infectados em todo o mundo e mais de 3 mil mortos.

Casos no Reino Unido

O governo britânico informou nesta quarta-feira (4) que o número de casos confirmados da doença subiu para 85. O número foi confirmado pelo Departamento de Saúde e Assistência Social, que relatou a inclusão de 34 novos pacientes da lista dos infectados.

Desde o início do surto global da doença, os britânicos já fizeram testes para detectar o novo coronavírus em 16.659 pessoas.

Em comunicado, Londres orientou hospitais e clínicas para que se preparem para um possível aumento de casos nos próximos dias. / COM REUTERS