Governo confirma 4º caso de coronavírus, mas exclui de contagem oficial


Da CNN Brasil, em São Paulo
05 de março de 2020 às 10:04 | Atualizado 05 de março de 2020 às 18:53
Funcionários com máscaras contra coronavírus no aeroporto do Galeão, no Rio

Funcionários circulam vestindo máscaras contra o novo coronavírus (Covid-19) no Aeroporto Internacional Tom Jobim - Rio Galeão (29.fev.2020)

Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Ministério da Saúde informou, nesta quinta-feira (5), por meio do perfil que mantém no Twitter, que a contraprova de uma adolescente sobre a contaminação pelo novo coronavírus deu resultado positivo, mas o caso não será contabilizado nas estatísticas oficiais pois “não preenche definição de caso para COVID-19".

Em uma sequência de publicações, o Ministério afirma que esse caso trata-se de uma situação atípica e que o país permanece com 3 diagnósticos confirmados – 531 suspeitos são monitorados e outros 315 já foram descartados por exame laboratorial. 

"Segundo critérios técnicos, embora tenha confirmado a presença do vírus, um portador assintomático não cumpre a definição de caso, o que incluiria febre associado a mais um sintoma respiratório. Portanto, esse não será somado aos casos confirmados do #coronavírus no Brasil", diz a mensagem.

Histórico da paciente

A paciente confirmada com a doença é uma jovem estudante de 13 anos com histórico de viagem pela Espanha e Itália. Ela retornou ao Brasil no dia 1º de março. Durante a viagem, ela sofreu uma lesão e foi atendida em hospital na Itália.

Em São Paulo, a menina procurou o Hospital Beneficência Portuguesa, no centro da cidade. Um primeiro teste foi feito em um laboratório privado, e deu positivo para o novo coronavírus.

Como ela foi bastante medicada,  isso pode explicar o porquê dela não ter febre ou tosse, segundo o ministério. Porém, ainda é estudado se ela está com carga viral e potencial de transmissão.

Por enquanto, o Brasil segue com três confirmações: um homem de 61 anos, outro de 32 e um de 46. Todos com histórico de viagem pela Europa, principalmente, pela Itália. Todas as pessoas, inclusive a adolescente, estão em casa, bem, e seus parentes seguem sendo monitorados. (Com reportagem de Natália André, da CNN em Brasília)