Itália anuncia restrição de circulação em todo o país contra coronavírus

Governo avaliou que medida adotada na região norte se mostrou insuficiente

Da CNN Brasil, em São Paulo
09 de março de 2020 às 18:27 | Atualizado 10 de março de 2020 às 13:17

Turista com máscara de proteção na Praça de São Marcos, em Veneza
Foto: Manuel Silvestri - 08.mar.2020/ Reuters

O primeiro ministro Giuseppe Conte anunciou nesta segunda-feira que as restriçõs de circulação na região norte da Itália se estenderão por todo o país. A medida começa a valer a partir desta terça com o objetivo de evitar a proliferação do novo coronavírus pelo país.

Segundo informações da agência Reuters, o governo local avaliou que as restrições iniciadas há dois dias no norte da Itália se mostraram insuficientes. “Fiquem em casa”, disse Conte, que acrescentou que as pessoas não devem circular a não ser a trabalho ou em emergências — o sistema público de transporte continuarão operando, garantiu.

O primeiro-ministro também explicou que não haverá mais “zona vermelha” porque todo o país estará sob a mesma condição. Conte afirmou que as escolas e universidades ficarão fechadas até 3 de abril, os eventos esportivos serão suspensos e todas as aglomerações públicas, proibidas. Segundo ele, a decisão é necessária para proteger os membros mais frágeis da comunidade. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a Itália é o terceiro maior foco de proliferação do novo coronavírus, atrás apenas da China e Coreia do Sul. Até esta segunda-feira, a entidade contabilizava 7.375 casos confirmados e 366 mortes no país europeu

Antonio Pesenti, chefe da unidade de resposta à crise na Lombardia, afirmou ao jornal Corriere della Sera que o sistema de saúde na Lombardia estava "a um passo de entrar em colapso" porque as instalações de tratamento intensivo estão cada vez mais pressionadas pelos novos casos.

"Estamos sendo forçados a estabelecer tratamento intensivo em corredores, em salas de cirurgia e recuperação. Esvaziamos seções inteiras do hospital para dar lugar a pessoas gravemente doentes", afirmou.