Brasil tem primeiro caso de cura de coronavírus, diz governo de SP


Pedro Duran Da CNN Brasil, em São Paulo
13 de março de 2020 às 22:20
David Uip, coordenador de combate ao coronavírus em São Paulo

O médico infectologista David Uip (com microfone) fala à imprensa 

Foto: Divulgação - 13.03.2020/Governo de SP

O médico infectologista David Uip, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, afirmou nesta sexta-feira (13) que pela primeira vez um brasileiro que teve o diagnóstico de coronavírus foi curado.

Segundo Uip, o critério de cura é clínico, ou seja, sem a realização de exames que atestem "negativo" para o COVID-19. O médico examina, percebe a ausência dos sintomas e libera o paciente da quarentena ou da internação.

Não foi informado qual dos pacientes diagnosticados com o coronavírus foi curado. Segundo apurou a reportagem da CNN Brasil, não se trata do primeiro homem a chegar no Brasil com a doença, um empresário de 61 anos vindo da Itália.

Coronavírus no Brasil

Segundo balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, há 98 casos confirmados de coronavírus no Brasil. Destes, a maior parte é em São Paulo (56), seguido do Rio de Janeiro (16).

De acordo com o governo federal, os dois são os estados onde há a transmissão comunitária do COVID-19. Na prática, isso significa a existência de casos que não tem origem identificável, como uma viagem para o exterior do próprio paciente ou de pessoa com quem este tenha tido contato.

Bolsonaro testa negativo

O presidente Jair Bolsonaro informou pelas redes sociais que o resultado do exame a que se submeteu para identificar o COVID-19 obteve resultado negativo. Bolsonaro foi testado depois de viagem com o secretário de Comunicação Social, Fabio Wajngarten, que foi diagnosticado com o novo coronavírus.

Além do presidente, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, também afirmou que seu exame para COVID-19 deu negativo. Nesta quinta-feira (12), de máscara em transmissão ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro mudou o tom com que vinha tratando a doença.

Depois de dizer que existe "muita fantasia" em torno do novo coronavírus, Bolsonaro destacou a seriedade da transmissão da COVID-19 principalmente para os idosos, que fazem parte do grupo de risco. 

"O assunto de hoje vai ser basicamente o coronavírus que é o que está hoje na pauta do Brasil e do mundo", disse Bolsonaro na live de quinta-feira. "Inclusive porque (o vírus) não tem uma grande letalidade, mas para quem tem mais de 60 anos aumenta um pouquinho (o risco), na base de 15%."