Coronavírus no Brasil: sintomas e prevenção


14 de março de 2020 às 15:28
Equipe médica atua em hospital de Wuhan, China, epicentro do coronavírus

Equipe médica atua em hospital de Wuhan, China, epicentro do surto do novo coronavírus

Crédito: China Daily via REUTERS-16/02/2020

Foi confirmado, nesta quarta-feira, 26, o primeiro caso do novo coronavírus no Brasil. Trata-se de um homem de 61 anos que viajou para a região da Lombardia, na Itália e desembarcou em São Paulo.

A notícia acendeu o alerta para os cuidados necessários na prevenção contra a doença no país. Até o momento, mais de 81 mil casos foram confirmados e quase 3 mil pessoas morreram pelo mundo. 

O Ministério da Saúde elaborou uma cartilha com recomendações, como cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, lavar as mãos e evitar contatos com pessoas doentes são algumas das orientações. Veja os cuidados para se prevenir: 

- Evite tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.

- Lave as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os    5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, use um desinfetante para as mãos      à  base de álcool.

- Fique em casa quando estiver doente.

- Cubra a boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.

- Limpe e desinfete objetos e superfícies tocados com frequência.

Os sintomas da doença também servem como alerta. Em entrevista ao Jornal da CNN, a Dra. Yo Yeh Lin, coordenadora da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de doenças infecciosas do Hospital das Clínicas, falou sobre a particularidade do vírus. "Ele não causa quadro tão semelhante à gripe, apresentada por febre e  muita secreção nasal. Apesar de também provocar febre, são poucos os sintomas de rinorreia".

De acordo com o Ministério da Saúde, os indícios conhecidos até o momento são de febre, tosse e dificuldade para respirar. O documento ainda faz alerta para os brasileiros, com sintomas, que fizeram viagens para os países que registraram casos da doença. Eles deverão procurar atendimento médico imediatamente e informar, de forma detalhada, o histórico de viagem recente.

Segundo Raquel Muarrek, infectologista do Hospital São Luiz, a faixa etária acima de 55 anos está mais propensa a contrair a doença. A médica afirma que, devido ao processo de envelhecimento das células, a eficiência do sistema imunológico diminui naturalmente e, de modo geral, a incidência de doenças infectocontagiosas entre idosos é maior.

As chances de complicações aumentam em casos de pacientes com diabetes, cardiopatia e doenças pulmonares.