Coronavírus: número de casos suspeitos no Brasil chega a 182


14 de março de 2020 às 16:05

 

Viajante usa máscara de proteção em aeroporto para se proteger de coronavírus

Viajante usa máscara de proteção no aeroporto de Guarulhos ao chegar em voo da Europa (27.fev.2020)

Crédito: Amanda Perobelli/Reuters (27.fev.2020)

O Brasil tem 182 casos suspeitos de infecção pelo novo coronavírus, informou o Ministério da Saúde nesta sexta-feira (28). São cinquenta a mais que no dia anterior.

Apesar do aumento, ainda há apenas um caso confirmado, em São Paulo. O estado segue com o maior número de casos suspeitos, 66 —na véspera, eram 55. O Rio Grande do Sul é o segundo nessa estatística, com 27 casos, seguido por Minas Gerais, que tem 17. Outros 13 estados investigam pelo menos uma suspeita.

Os órgãos estaduais enviam notificações ao Ministério da Saúde, que avalia se o caso é suspeito ou não. Até agora, já foram descartados 71 casos nessa situação.

Segundo o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Wanderson Oliveira, a partir da próxima semana o ministério listará também o que será chamado de casos prováveis.

Mais de 80 mil pessoas já foram contaminadas pelo COVID-19 em todo o mundo, a maior parte na China. No entanto, o número de casos confirmados fora da China aumentou 14% nas últimas 24 horas. 

Por esse motivo, o Ministério da Saúde ampliou o número de países com alerta para doenças respiratórias. Viajantes que apresentem sintomas e tenham voltado do Japão, Cingapura, Vietnã, Camboja, Tailândia, Coreia do Sul ou do Norte serão considerados casos suspeitos. 

Classificação do coronavírus

Nesta sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o risco de disseminação e impacto global do coronavírus para "muito alto". 

O Ministério da Saúde brasileiro defende que o órgão passe a considerar o novo vírus como pandemia —classificação usada para infecções que se espalharam para diversas regiões do globo. A justificativa é que essa alteração mudaria os esforços do combate, priorizando a prevenção de grupos mais vulneráveis, como adultos e pessoas com saúde fragilizada. Atualmente, o foco da organização é na identificação da origem do contágio.

Segundo Wanderson Oliveira, o Brasil já está em contato com a Opas (Organização Panamericana de Saúde), que é a ponte do país com a OMS, para pleitear a atualização. “Questionamos a ideia de que ainda há como conter o vírus, que já tem grande dispersão”, afirmou em coletiva.