Casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave sobem 13% em seis dias no AM


14 de março de 2020 às 15:43
Droga contra coronavírus está em desenvolvimento

Um teste clínico está em desenvolvimento para avaliar o quão eficaz uma droga antiviral seria em pessoas diagnosticadas com o coronavírus

Crédito: Josué Demacena / Agência Brasil

O número de casos notificados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG ou SARS,em inglês) no Amazonas passou de 170 para 193 somente entre os dias 13 e 19 de fevereiro deste ano, o que representa aumento de 13,5%. Segundo a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), 27 pessoas já morreram por conta da síndrome desde novembro de 2019.

A doença respiratória viral é causada pelo coronavírus SARS — que não é o mesmo do atual surto de coronavírus. Entre seus sintomas estão a febre, dores de cabeça, calafrios e dores musculares, semelhantes aos da gripe. Entretanto, a SARS é uma doença que exige mais atenção e cuidados diante das gripes com sintomas mais brandos.

Entre os 193 casos notificados pela FVS, 38 estão relacionados a vírus respiratórios, como o adenovírus (15 casos) e influenza B (14 casos). Das 27 mortes por SARS, nove foram por vírus respiratórios. 

Diferenças entre Covid-19 e SARS

O coronavírus que está se espalhando pelo planeta a partir da China é o que provoca a doença Covid-19. Ambas apresentam sintomas semelhantes, mas a SARS é considerada ainda mais grave e provoca insuficiência respiratória progressiva grave. 

De acordo com estudo realizado pelo Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças, cerca de 80,9% das novas infecções por coronavírus são classificadas como leves, 13,8% como graves e apenas 4,7% como críticas. Entretanto, para o Covid-19 o cenário ainda exige atenção. O seu potencial de contaminação é maior, já que sua mutação ainda é desconhecida.