RJ trabalha em aplicativo para atendimento de casos suspeitos de coronavírus


Leandro Resende Da CNN Brasil, no Rio
16 de março de 2020 às 20:49 | Atualizado 16 de março de 2020 às 20:52
Turista usa máscara durante visita ao Cristo Redentor, no Rio de Janeiro

Turista usa máscara em meio a surto do novo coronavírus durante visita ao Cristo Redentor, no Rio

Foto: Pilar Olivares - 14.mar.2020/ Reuters

O governo do Rio de Janeiro trabalha para lançar ainda nesta semana um aplicativo de celular para o primeiro atendimento de pessoas com suspeita de ter o novo coronavírus (COVID-19), apurou a CNN Brasil nesta segunda-feira (16). O objetivo da medida é tentar reduzir aglomerações desnecessárias nos hospitais do estado.

O app será usado para orientar e rastrear pacientes que apresentem sintomas. A ideia é que o usuário responda diversas perguntas sobre seu estado de saúde. Em determinado momento, o paciente poderá falar com um médico da rede pública via WhatsApp. Depois disso, poderá solicitar que uma equipe vá a sua casa realizar o teste do novo coronavírus. 

A CNN Brasil apurou que a ideia é discutida pelo governo do Rio desde o final de semana. Agora, a discussão gira em torno da burocracia para estabelecer os contatos entre usuários do aplicativo e a rede pública de saúde.

Segundo números divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério da Saúde, o Rio de Janeiro é o segundo estado com mais casos confirmados do novo coronavírus, com 31. O estado também tem 96 casos suspeitos.

Mais cedo, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), disse que vai decretar estado de emergência no estado como medida de combate ao novo coronavírus.

Entre as medidas está o fechamento das lojas de shoppings, sendo que as praças de alimentação terão turno reduzido. Bares e restaurantes, segundo o governador, se comprometem em reduzir expediente e orientar os clientes para venda de comida para viagem ou para entrega em casa. Ele pediu que a população evite sair de casa e frequentar praias.

O governo também anunciou que reabrirá, em até 60 dias, mais dois hospitais com expectativa de 600 leitos. Foram comprados 600 respiradores e alugados mais 300 aparelhos.

Na frente econômica, prevendo instabilidade e demissões, o governo se comprometeu a oferecer R$ 320 milhões para crédito financiado a pequenas e microempresas.