Dom Odilo diz que igrejas católicas vão restringir eventos com aglomeração


Da CNN Brasil, em São Paulo
18 de março de 2020 às 10:11 | Atualizado 18 de março de 2020 às 14:17

O arcebispo metropolitano de São Paulo, dom Odilo Scherer, recomendou, em entrevista à CNN, nesta quarta-feira (18), que as igrejas católicas evitem grandes eventos para impedir o contágio por coronavírus (COVID-19).

"Temos que rever e restringir atividades com grande concentração de povo. Nós vamos evitar, na medida do possível, e até cancelar", declarou.

Segundo o arcebispo, eventos do calendário católico devem ter o andamento afetado por conta da doença. "A gente orientou que se evite de fazer as procissões do Domingo de Ramos e da Sexta-Feira Santa, que não são obrigatórias, e mesmo as celebrações que reúnem muito povo nesses dias", explicou.

Ele acrescentou que, nesse período, o ideal será que ocorram "de maneira mais breve, mais espaçada e em lugares bem ventilados, oferecendo as melhores condições de saúde possíveis"

Além disso, dom Odilo disse ter orientado romarias em grupos menores: "Já pedi para que a romaria da nossa arquidiocese não seja feita em grandes grupos, já prevendo que possamos ainda estar no pico de coronavírus, em maio. Estaremos lá fazendo de maneira representativa", esclareceu.

O cardeal Scherer ainda garantiu que os integrantes da igreja estão "todos atentos às recomendações das autoridades sanitárias para que ninguém seja contagiado ou possa contagiar os outros com o coronavírus".

"Me parece que não é hora de pânico, mas de levar muito a sério e isso sobretudo para quem tem responsabilidade sobre outras pessoas", declarou.

Dom Odilo também recomendou que idosos acompanhem as celebrações de casa - por meio de transmissões pela TV e internet. "As pessoas idosas devem ser preservadas, porque são o grupo de risco de maior importância nesse caso, mas também quem tem a saúde fragilizada", defendeu.

Apesar do cenário de avanço do COVID-19, o arcebispo frisou que as igrejas em São Paulo vão continuar as abertas. "É um tempo em que as pessoas buscam conforto", concluiu.