OMS diz que adultos saudáveis podem ter sintomas graves de coronavírus


Da CNN Brasil, em São Paulo
18 de março de 2020 às 14:10 | Atualizado 18 de março de 2020 às 14:55
Tedros Adhanom OMS

Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom liderou coletiva com atualizações sobre o coronavírus (COVID-19) em Geneva, Suíça (16.mar.2020)

Foto: Christopher Black/OMS/via Reuters

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta nesta quarta-feira, 18, que adultos saudáveis também podem te sintomas graves do novo coronavírus. Segundo a entidade, crianças merecem atenção especial. Na entrevista coletiva nesta quarta-feira (18), o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), o etíope Tedros Adhanom, reiterou a necessidade de testar o maior número de pessoas possível contra o coronavírus, mesmo as com sintomas leves. 

No pronunciamento desta quarta, a OMS destacou a situação do Irã, com uma piora significativa da pandemia nas últimas 24 horas, com 147 mortos. No total, já são 17.000 infectados e 1135 vítimas fatais. 

Questionados sobre o impacto das sanções dos Estados Unidos contra o Irã nesta crise, que ameaçam negociações comerciais dos persas inclusive com os europeus, o diretor-executivo e chefe de emergências da OMS, Michael J.Ryan, se limitou a dizer que a OMS está prestando apoio a nação. 

As autoridades de saúde também aproveitaram a entrevista para mandar um alerta a África, continente menos afetado pelo vírus até o momento. Depois da confirmação dos primeiros 228 casos da doença, com cinco mortos, eles afirmaram que “o melhor conselho que podemos dar a África é que se prepare para o pior, e que se preparem hoje", dada a vulnerabilidade da região. 

A Organização estimou que o número de pacientes africanos confirmados deve chegar a 2.000 nas próximas horas. 

Ryan ainda pediu a parcela mais jovem da população se atente aos riscos do vírus, alertando sobre o perfil das vítimas fatais. "Tenham muito cuidado com essa ideia de que o coronavírus só mata idosos, pois a maioria dos mortos na Coreia não eram idosos", concluiu.