Conselho Federal de Medicina autoriza telemedicina durante surto do coronavírus


Guilherme Venaglia e Murillo Ferrari Da CNN Brasil, em São Paulo
19 de março de 2020 às 23:34
Iniciativa de telemedicina do Hospital Geral de Palmas, em Tocantins, em parceri

Iniciativa de telemedicina do Hospital Geral de Palmas, em Tocantins, em parceria com o hospital Albert Einstein

Foto: Nielcem Fernandes/Governo Tocantins

O CFM (Conselho Federal de Medicina) autorizou a aplicação da telemedicina –modalidade de atendimento a distância por meio de vídeo– de forma excepcional enquanto o país passa pelo surto do novo coronavírus

Em 2019, o CFM chegou a publicar uma resolução que regularizava os atendimentos a distância, mas a medida foi revogada após reclamação de conselhos regionais e associações profissionais de médicos.

O atendimento online se dará em três modalidades:

1- Teleorientação: para que profissionais realizem orientação e encaminhamento de pacientes em isolamento;

2- Telemonitoramento: para averiguar parâmetros de saúde e/ou distância;

3- Teleinterconsulta: para troca de informações e opiniões entre médicos para auxílio diagnóstico ou terapêutico.

A autorização consta de ofício enviado nesta quinta-feira (18) pelo presidente do CFM, Mauro Luiz de Britto Ribeiro, ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

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No texto, Ribeiro diz que o Brasil “já entrou na fase de explosão da pandemia de COVID-19”, e usa esse argumento para fundamentar sua decisão. “Estamos frente a uma das maiores ameaças já vivenciadas pelos sistemas de saúde do mundo, com risco real de sequelas e mortes em toda a população.”

O presidente do CFM lista ainda o posicionamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a pandemia e a decretação de estado de calamidade pública pelo governo brasileiro como outros pontos de sustentação para a liberação da telemedicina.