'Não irá faltar vacina no Rio, é preciso tranquilidade', diz coordenadora

Em poucas horas foram consumidas 200 mil doses apenas na segunda-feira (23), o dobro aplicado durante a primeira semana de aplicação de 2019

Da CNN, em São Paulo
24 de março de 2020 às 10:18

A Campanha de vacinação contra a gripe começou na segunda-feira (23) em todo o estado Rio de Janeiro. Com o anúncio os idosos e profissionais de saúde serão prioridade nesta etapa.De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde é que cerca de 6 milhões de pessoas sejam imunizadas, alcançando a cobertura vacinal de 90% do público-alvo.

Em entrevista à CNN, a coordenadora de Vigilância em Saúde do município do Rio, Patricia Gutman, avaliou o aumento pela procura da dose no primeiro dia de campanha e afirmou que a medicação não faltará. "Em poucas horas foram consumidas 200 mil doses de vacina apenas no primeiro dia.

Não faltará vacinas, mas existe uma logística de entrega, não podemos ter grandes quantidades" e pediu calma para a população."Não há necessidade dessa corrida [ aos postos de vacinação]. Se o idoso está em isolamento em casa ele não pegará coronavírus e nem mesmo Influenza, então vamos com calma", reforçou. 

Sobre as medidas anunciadas pela prefeitura do Rio de Janeiro, Gutman tranquilizou ao afirmar que elas estão em pleno funcionamento para atendimento à população.

" Foram feitos drive-thrus, pedimos para que não procurassem ao máximo as unidades de saúde. Mas não há sistema que aguente tanta gente procurando no mesmo dia", alegou. 

Questionada sobre os "lavódromos", lugares disponíveis para lavar as mãos pela cidade,  a coordenadora afirma que está em execução. Nas comunidades serão distribuídos 'kits' com remédios para sintomas leves, evitando a ida para hospitais e unidades de atendimento da cidade. "As comunidades do Rio todas são atendidas pela Saúde da Família,  está cadastrada. Já está em desenvolvimento o projeto de hotéis para abrigar aqueles idosos que são saudáveis independentes e que que não conseguem fazer isolamento social por morarem com grande número de pessoas", concluiu.