Em SP, presos começam a fabricar máscaras para proteção contra coronavírus

Segundo o governo do estado, os internos vão produzir 26 mil peças por dia

André Rosa Da CNN, em São Paulo
26 de março de 2020 às 16:09 | Atualizado 26 de março de 2020 às 16:57
 

Presos do estado de São Paulo começaram nesta quarta-feira (25) a produção de máscaras descartáveis para serem usadas durante a pandemia do novo coronavírus (COVID-19), informou o governo paulista.

A promessa inicial do governo estadual, feita na terça-feira (24), era de produzir 320 mil máscaras, a um ritmo de 26 mil peças por dia e ao custo de R$ 0,80 por unidade. Hoje (26), a Secretaria de Administração Penitenciária disse que a produção deve chegar a 33 mil peças por dia. No total, 250 presos vão confeccionar as máscaras, que serão destinadas para uso em procedimentos simples (não-cirúrgicos).

A produção começou nas oficinas da penitenciárias masculina I e femininas I e II de Tremembé. Só nestes locais, diz o governo, a produção diária será de 18 mil peças, com 121 máquinas trabalhando. 

Ainda nesta semana, a penitenciária feminina de Tupi Paulista e a peenitenciária masculina de Andradina também começam a fabricar as máscaras. Em Tupi Paulista, a produção prevista é de 5.400 peças por dia; em Andradina, 2.600. A capacidade total de produção —  26 mil máscaras por dia — deve ser atingida na semana que vem.

De acordo com os números divulgados ontem pelo Ministério da Saúde, São Paulo ainda é o estado mais afetado pela pandemia no país. São 862 casos confirmados e 48 mortos.