Caixa fabricada no RJ protege profissionais de saúde na entubação de pacientes

Instrumento evita contato de médicos e enfermeiros com gotículas e secreções expelidas por doentes

Adriana Freitas e Isabelle Resende Da CNN, no Rio de Janeiro
14 de abril de 2020 às 22:41
Caixa protege médicos e enfermeiros de gotículas e secreções de pacientes que necessitam de entubação
Foto: Reprodução/CNN

Em tempos de pandemia, uma empresa do Rio de Janeiro do ramo de comunicação visual passou a produzir um novo instrumento de proteção para os profissionais de saúde. Trata-se de uma caixa transparente, feita com um material semelhante ao acrílico, que já começa a ser usada por médicos e enfermeiros durante o procedimento de entubar pacientes com a COVID-19.

O equipamento já é utilizado em outros países e funciona como uma barreira física. Ele cobre a cabeça e parte do tórax do paciente e tem duas aberturas para o profissional de saúde colocar os braços realizar o procedimento, protegendo o rosto de gotículas e secreções que eventualmente podem ser expelidas pelo paciente.

Na entubação, o médico introduz um tubo na traqueia do paciente, através da boca ou do nariz, para mantê-lo respirando com auxílio mecânico, quando alguma condição o impede de respirar naturalmente. Os pacientes com a COVID-19 podem desenvolver mais facilmente a chamada síndrome da insuficiência respiratória aguda e cerca de 2/3 podem necessitar de apoio para a respiração.

De acordo com o Sindicato da Indústria de Material Plástico, o protótipo foi feito com material mais leve e barato que o acrílico, e pode ser higienizado com álcool em gel. O modelo aprovado pode ser replicado sem a patente por outras empresas.

Além de envolver as fábricas do estado no projeto, a Federação das Indústrias do RJ já pode produzir esses equipamentos de proteção com a tecnologia de impressão 3D. A fábrica da Zona Norte do Rio que está produzindo o EPI a preço de custo já recebeu algumas encomendas de hospitais na região serrana do estado.