Mais de 4 mil profissionais de saúde já foram afastados por causa da COVID-19

Levantamento da CNN mostra que 382 médicos, enfermeiros ou técnicos testaram positivo para a doença

André Catto Da CNN, em São Paulo
17 de abril de 2020 às 18:44 | Atualizado 17 de abril de 2020 às 20:34
 
Profissional de saúde em atendimento à população no Distrito Federal
Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Pelo menos 4.222 profissionais de saúde de todo o país já foram afastados do trabalho em razão da pandemia do novo coronavírus. É o que o mostra levantamento feito pela CNN junto às secretarias de Saúde de todas as unidades da federação, que ainda revela 382 confirmações para a doença. Ao menos seis trabalhadores da área morreram — cinco ocorreram no Amazonas e uma em Tocantins (a única por COVID-19 no estado até o momento). 

A CNN pediu as informações para os 26 estados e o Distrito Federal, via assessoria de imprensa. Destes, teve o retorno de doze estados e do DF. Segundo apurado, a maioria dos governos locais ainda não têm informações consolidadas sobre a contaminação dos trabalhadores da área da Saúde.

Os afastamentos são feitos, segundo a maioria das pastas, após a confirmação da doença, a identificação de sintomas – febre, dor de garganta, tosse e dor no corpo – ou quando os profissionais fazem parte do grupo de risco, o que inclui idosos e pessoas com doenças crônicas.

De acordo com o levantamento, entre os estados que divulgaram o número de infectados, o Amazonas é o que está na frente, com 122 testes positivos para COVID-19. Na sequência, estão a Bahia, com 102, Roraima, com 48, e Mato Grosso, com 38.

Em relação ao número de afastamentos, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina têm, respectivamente, 1.557, 493 e 184 profissionais isolados, somando um total de 2.234. No entanto, nenhum dos três estados divulgou o número de trabalhadores contaminados.

Também figuram no topo do ranking de afastamento o Distrito Federal, com 700 profissionais isolados, o Mato Grosso, com 600, e o Tocantins, com 276.

Na linha de frente do combate à pandemia, médicos, enfermeiros e técnicos têm demonstrado preocupação em relação à estrutura oferecida e ao uso de equipamentos de proteção.

As secretarias estaduais de Saúde afirmaram que estão adotando medidas para barrar a contaminação dos profissionais de saúde durante o combate à pandemia. Também destacaram que estão distribuindo equipamentos de proteção individual e reorganizando fluxos de trabalho, além de dar orientações e apoio assistencial.

Segundo último boletim do Ministério da Saúde, divulgado nesta sexta, o Brasil tem 33.682 casos confirmados e 2.141 mortes pelo novo coronavírus. A letalidade da doença atingiu 6,4%.

Profissionais de saúde afastados: 

São Paulo – 1557
Distrito Federal – 700
Mato Grosso – 600
Rio de Janeiro – 493
Tocantins – 276
Santa Catarina – 184
Amazonas – 122
Bahia – 102
Minas Gerais – 63
Roraima – 48
Paraná – 30
Rondônia – 26
Mato Grosso do Sul – 21
Total – 4.222 

Casos confirmados em profissionais de saúde:

Amazonas – 122
Bahia – 102 
Roraima – 48
Mato Grosso – 38
Paraná – 30
Mato Grosso do Sul – 21
Distrito Federal – 10
Rondônia – 6
Minas Gerais – 3
Tocantins – 2
Santa Catarina – Não informou
Rio de Janeiro – Não informou
São Paulo – Não informou
Total – 382

Mortes entre os profissionais de saúde:

Amazonas – 5
Tocantins – 1
Total – 6