Helder Barbalho pede que Ministério da Saúde envie respiradores ao Pará


Da CNN, em São Paulo
28 de abril de 2020 às 16:00 | Atualizado 28 de abril de 2020 às 16:38
 

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), aguarda ainda hoje uma resposta do Ministério da Saúde sobre o pedido de ajuda ao estado para enfrentar a pandemia do novo coronavírus. Em entrevista à CNN, ele relatou a reunião que teve com o ministro Nelson Teich, por videoconferência, com outros governadores da região Norte. Entre as solicitações está o envio de 100 respiradores.

Barbalho pediu o envio de equipamentos para suprir a demanda de atendimento dos hospitais do Pará. Segundo o governador, a pasta pediu três dias para responder. “Mas fiz um apelo ao ministro Teich, pois o estado não tem condições de esperar”, afirmou. “Nos foi dito que ainda hoje no final da tarde eles entrariam novamente em contato para efetivamente dizer aquilo que é possível e em que prazo podem nos atender”.

Segundo Barbalho, cada estado pôde manifestar aquilo que, neste momento, é prioritário. “No caso do Pará, fiz questão [de mostrar] todos os esforços que o governo do estado tem feito, no sentido de comprar respiradores, implementar novas unidades de tratamento intensivo (UTIs), mas que temos a necessidade desta complementação”, afirmou. 

Barbalho disse também que o Pará receberá, na primeira semana de maio, 400 respiradores da China, adquiridos pelo governo do estado. “Clamamos para que o governo federal possa rapidamente encaminhar 100 respiradores aqui para o estado, especificamente para a capital Belém, que hoje sofre com o sistema extremamente pressionado”.

Sobre a possibilidade de flexibilização das medidas de isolamento, Barbalho disse que não foi pauta da reunião, mas que acha “interessante a proposta de olhar o Brasil sob a peculiaridade de cada região, e o Ministério [da Saúde] sinaliza neste sentido”.

“Aqui no estado do Pará, no momento em que estivermos com todo o suporte na estrutura de saúde, no momento em que se mostrar, através da ciência, da técnica e da medicina, que nós estabilizamos o número de casos, poderemos sim pensar, de maneira regionalizada, para que haja um processo de retomada gradativa da economia”.

Porém, o governador paraense ressalta que a prioridade neste momento é salvar vidas e não flexibilizar, pois “o estado enfrenta uma severa dificuldade, particularmente na região metropolitana de Belém".